Golpe da guia falsa da Receita Federal: fraudes a DARF e DAS ficam mais sofisticadas, saiba como se proteger
Empresa e microempreendedores brasileiros movimentam, todo mês, bilhões de reais em pagamentos de impostos por meio de guias de recolhimentos emitidas automaticamente e acessadas pela internet, muitas vezes por e-mail.
Essa rotina previsível tem tornado esses pagamentos alvos fáceis para criminosos: esperada pela vítima como parte da rotina, a guia falsa precisa apenas chegar na hora certa.
É o caso do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), utilizado por empresas enquadradas no Simples Nacional para recolher, em uma única guia, tributos federais, estaduais e municipais; e do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), usado para o pagamento de diversos tributos federais.
De acordo com a consultoria especializada em segurança da informação Redbelt Security, há um crescimento ainda pouco mapeado das fraudes de guias e um refinamento das tecnologias usadas pelos criminosos.
A consultoria mapeou 18 técnicas usadas para fraudar esses documentos.
Há ao menos duas formas distintas de realizar a fraude e elas aprenderam a trabalhar em conjunto: a de programas maliciosos ("malware") e a de engenharia social.
"Em um caso, a máquina adultera o pagamento sem que ninguém perceba.
No outro, a pessoa é induzida a pagar um documento que já chegou falso.
As defesas contra cada uma são diferentes", afirma Wagner Farias, engenheiro da Redbelt.
Dados verdadeiros como matéria-prima do golpe A primeira camada de técnicas não ataca a vítima diretamente: reúne informações que tornam a fraude convincente.
Razão social, CNPJ, endereço, nome do sócio e período de apuração do tributo vazam de brechas em sistemas, listas vendidas no mercado clandestino e coleta em fontes públicas.
Com esses dados, o criminoso monta uma guia em que cada campo confere, e a vítima reconhece os próprios dados.
A Receita Federal foi explícita sobre isso em dezembro de 2025, ao alertar que páginas falsas exibem nome e CPF reais justamente para parecerem autênticas.
Ainda nessa camada entram o comprometimento do e-mail do escritório de contabilidade, quando o boleto adulterado chega assinado pelo contador, no domínio do contador; os programas que furtam senhas e credenciais do Gov.br (os chamados infostealers, com destaque para a família Astaroth); as páginas clonadas do Gov.br e do e-CAC; e os aplicativos falsos que imitam serviços da Receita no celular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.