Conheça o único ministro da História que foi afastado do STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma de suas maiores crises institucionais.
Com o levantamento do sigilo no caso do Banco Master, no início de setembro, mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelaram uma série de interações com o ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com o relatório da Polícia Federal (PF), os dois mantiveram contato entre dezembro de 2023 e novembro de 2025 – data em que o empresário foi preso pela primeira vez.
O documento também aponta que Moraes atuou na análise e edição de um contrato assinado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, que pertence à esposa do ministro.
O acordo previa o pagamento de R$ 130 milhões em valores brutos.
Vale lembrar que o caso Master está em investigação por suspeita da maior fraude bancária da História do Brasil.
O esquema consistia, principalmente, na inflação artificial do valor do Banco Master para fazer a instituição parecer muito mais rica e segura do que de fato era.
Isso permitia que a instituição atraísse bilhões de reais de investidores e realizasse operações financeiras mesmo sem fundo monetário real.
Entre os afetados estão milhares de servidores públicos aposentados.
Pelo menos 18 fundos de previdência de estados e municípios emprestaram cerca de R$ 1,86 bilhão ao Banco Master para investimentos de alto risco.
É um dinheiro de retorno incerto agora que o banco quebrou e está sob intervenção do governo.
Continua após a publicidade Dada a gravidade do escândalo, o possível envolvimento de um ministro do STF gerou reação imediata em Brasília.
A repercussão levou o presidente do Supremo, o ministro Edson Fachin, a convocar uma sessão extraordinária no plenário na terça-feira (15).
A princípio, o objetivo era decidir se Moraes deveria ou não ser formalmente investigado no caso.
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