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Brasil tem os elementos para ser protagonista na mineração, diz CEO da Aura

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Brasil tem os elementos para ser protagonista na mineração, diz CEO da Aura

O Brasil vem ampliando seu peso na estratégia global da Aura Minerals. Desde 2017, a companhia passou de uma única operação no País para quatro minas em atividade e outros projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. Hoje, o mercado brasileiro responde por 54% da receita global da empresa. "Com quatro operações ativas, o Brasil é a base sólida da Aura", afirma o CEO da empresa, Rodrigo Barbosa.

Na avaliação dele, o País reúne condições para assumir um papel de destaque na mineração internacional, especialmente diante da demanda crescente por minerais críticos . "O Brasil reúne quatro variáveis importantes para ser protagonista no desenvolvimento da mineração", diz. Entre elas, cita o potencial geológico ainda pouco explorado, a qualidade da mão de obra, instituições e regras consolidadas e um mercado de capitais desenvolvido. O principal entrave, afirma, são os juros elevados, que "reprimem todo esse potencial", sobretudo para empresas menores.

A mineradora está no País há mais de 15 anos e, desde 2016, contou com a entrada de novos acionistas e passou por mudanças no conselho e na gestão. Essas alterações foram seguidas pela ampliação de investimentos no Brasil. A empresa tem, atualmente, projetos em cinco Estados.

A Aura gera mais de 5,3 mil empregos globalmente, entre integrantes da equipe e parceiros, e o Brasil concentra a maior parte desse total.

O Estadão promove na quinta-feira, 20, o Fórum Minério Verde, em São Paulo. Especialistas e executivos vão discutir a mineração em áreas de biodiversidade sensível, a corrida pelos minerais críticos e a automatização e o uso de inteligência artificial no setor. O evento será transmitido nas redes sociais do Estadão . Mais informações e inscrições: https://forumminerioverde.com.br/.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Barbosa ao Estadão .

Implementamos, desde 2016, uma série de decisões que provocaram uma transformação profunda na estratégia de crescimento, ( com) fortalecimento do balanço patrimonial, novo time e ( nova) cultura empresarial. Adotamos um modelo de empoderamento dos líderes locais, com respeito, transparência e compromisso ambiental e social. Em 2017, tínhamos apenas uma operação no Brasil ( Apoena, em Mato Grosso ). Desde então, adquirimos e desenvolvemos projetos greenfield em Almas ( Tocantins ), Matupá ( Mato Grosso ), Borborema ( Rio Grande do Norte ), Serra Grande ( Goiás ) e Serra da Estrela ( Pará ). Já colocamos em operação Almas e Borborema. Serra Grande já era uma mina em operação, Matupá está na fase final de estudos para construção e Serra da Estrela encontra-se em pesquisa geológica. Além do Brasil, a Aura tem projetos no México, Honduras e Guatemala. Com foco em bons ativos, balanço sólido e um time de alta performance, a empresa cresceu, retomou operações e realizou aquisições. Em 2020, listamos na B3. Em 2025, com o crescimento contínuo, listamos também na Nasdaq.

O peso do Brasil nos resultados da Aura tem aumentado de forma contínua. Desde 2017, realizamos cinco aquisições no país. Hoje, o Brasil representa 54% da receita global da companhia. Com quatro operações ativas, o Brasil é a base sólida da Aura.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

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