Compra de depoimento por R$ 16 mil gera investigação em Nordestina
Uma investigação sobre uma suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 em Nordestina, município localizado na região nordeste da Bahia, ganhou um desdobramento criminal após uma candidata a vereadora afirmar ter recebido R$ 16 mil para assinar uma declaração com informações falsas em favor dos investigados.O caso envolve transferências bancárias feitas por um servidor comissionado da prefeitura e levou a Justiça Eleitoral a determinar o envio dos autos à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Estadual (MP-BA).O portal A TARDE apurou que o pagamento teria ocorrido meses depois da eleição, em 2025, para que Rute de Jesus Silva, então candidata a vereadora pelo PL, fosse a um cartório em Cansanção e assinasse uma escritura pública declaratória favorável aos investigados.A decisão foi proferida pela juíza eleitoral Mariana Alvariño Britto ocorreu no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apurava uma possível fraude à cota de gênero pelo PL nas eleições municipais de 2024.
Leia Também: POLÍTICA Ministro Flávio Dino participará de aula pública na Ufba FORÇA-TAREFA PF combate fraude de R$ 3,5 milhões no INSS em Salvador LULA NA BAHIA Lula fará ato de campanha em Salvador na próxima sexta-feira (28) Candidata mudou versãoRute havia ingressado no processo como assistente litisconsorcial sustentando que sua candidatura teria sido lançada de forma fictícia, apenas para cumprir a exigência legal de participação mínima de mulheres nas eleições.
Rute de Jesus, candidata pelo PL em 2024 - Foto: Reprodução | TSE A discussão ganhou outro contorno quando, na véspera da audiência de instrução, a defesa dos investigados apresentou uma escritura pública declaratória lavrada em agosto de 2025, cerca de dez meses após as eleições.
No documento, Rute afirmava que havia participado efetivamente da campanha eleitoral, contrariando a versão apresentada anteriormente no processo.Na manhã da audiência, realizada em julho de 2026, porém, a candidata apresentou uma nova manifestação à Justiça e voltou atrás.
Em depoimento, afirmou que a declaração apresentada no processo não correspondia à verdade.Segundo Rute, ela teria recebido R$ 16 mil de Adriel Silva de Oliveira, então diretor do Departamento de Recursos Humanos da Prefeitura de Nordestina, para acompanhá-lo ao cartório e assinar o documento.
Ela relatou ainda que assinou a escritura sem sequer ler o conteúdo.Transferências A acusação de pagamento foi acompanhada de documentos bancários anexados ao processo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.