Perdão de Lula a MEIs custará R$ 16,7 bi a pagador de imposto
O governo Lula anunciou mais um pacote de bondades às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais com um custo estimado de R$ 16,7 bilhões aos pagadores de impostos.
Desta vez, os beneficiários são os MEIs (microempreendedores individuais).
O pacote reúne 4 medidas: perdão de R$ 12,86 bilhões em dívidas com a União, programa Pix MEI, aumento do teto de faturamento da categoria e renegociação de débitos bancários.
Juntas, as iniciativas somam R$ 16,72 bilhões em impactos fiscais estimados, considerando R$ 3 bilhões com o perdão das dívidas, R$ 5 bilhões com o Pix MEI, R$ 8,1 bilhões com o aumento do teto e R$ 600 milhões com a renegociação bancária.
Os valores abrangem períodos diferentes e, segundo a Fazenda, não devem ser somados diretamente como uma estimativa consolidada.
O perdão de R$ 12,86 bilhões terá impacto de R$ 3,04 bilhões nas contas públicas entre 2027 e 2029 e busca regularizar a situação de 3,67 milhões de devedores.
O projeto de lei complementar foi enviado no fim da tarde desta 3ª feira ao Congresso Nacional.
Eis a íntegra do PLP 267 de 2026 (PDF – 107 kB).
Fazenda e Planejamento afirmam que R$ 11,05 bilhões dos R$ 12,86 bilhões em débitos acumulados por esses empreendedores são considerados irrecuperáveis.
Porém, a cada ano, cerca de R$ 1 bilhão é considerado recuperável em dívidas de MEIs com a União, por isso, a renúncia fiscal estimada é de: 2027 – R$ 1,12 bilhão em 2027; 2028 – R$ 1,01 bilhão; 2029 – R$ 909 milhões.
O projeto dispensa a compensação financeira estabelecida na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
DIREITO AO BENEFÍCIO Para ter direito ao benefício, o empreendedor deverá manter em dia as contribuições mensais durante os 6 meses seguintes ao início da validade da lei, previsto para 1º de janeiro de 2027.
O descumprimento da condição resultará no cancelamento automático do perdão.
O beneficiário também terá de renunciar a disputas judiciais contra a União relacionadas aos débitos.
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