Trump diz que Rússia "não atacará" território da Otan
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (27) que a Rússia "não vai atacar" o território da Otan, ao minimizar relatos da imprensa segundo os quais Washington está preocupado com uma possível ação russa na Europa.
O Kremlin, por sua vez, classificou essas informações como "histórias alarmistas" após uma visita incomum a Moscou do diretor da CIA, John Ratcliffe, que desencadeou uma onda de especulações.
Trump afirmou que teve "boas conversas" com o presidente russo, Vladimir Putin. "Ele não vai atacar o território da Otan", enfatizou.
O jornal The Wall Street Journal e a emissora CBS afirmaram na quarta-feira que Ratcliffe procurou dissuadir a Rússia de atacar um país-membro da Otan, uma vez que avaliações de inteligência indicam que Moscou poderia tentar testar a aliança em meio às tensões provocadas pela guerra na Ucrânia.
Segundo o The Wall Street Journal, o presidente russo poderia desafiar a Otan com um "ataque limitado" nos próximos anos.
Quando perguntaram se Ratcliffe havia transmitido essa mensagem, Trump respondeu: "Não quero comentar sobre isso, mas eles não vão atacar".
A última ligação telefônica conhecida entre Trump e Putin ocorreu em junho, enquanto a última vez que ambos se encontraram pessoalmente foi há um ano, em uma cúpula no Alasca que não conseguiu produzir avanços em relação à Ucrânia.
Durante sua visita a Moscou, Ratcliffe também abordou a guerra de seis meses entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, aliado da Rússia, informou a CBS News.
"Até agora, acho que a Rússia tem se comportado bastante bem no que diz respeito ao Estreito de Ormuz", afirmou.
Trump disse nesta quarta-feira que o diretor da CIA realizou uma visita de "rotina" a Moscou na terça-feira e deu a entender que tratou com as autoridades russas sobre a guerra na Ucrânia.
O próprio Kremlin havia oferecido garantias semelhantes mais cedo, nesta quinta-feira, ao afirmar que os relatos sobre um possível ataque russo à Otan não tinham fundamento.
"Atualmente, são publicadas muitas notícias alarmistas. É claro que isso não tem nada a ver com a realidade nem com as intenções da Rússia", declarou nesta quinta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que afirmou que Moscou enfrenta uma "agressão" dos países europeus.
O porta-voz do Kremlin afirmou ainda que a Rússia continua sua "operação militar especial", termo oficial usado para se referir à ofensiva lançada em fevereiro de 2022 contra a Ucrânia.
"A Rússia teria preferido alcançar seus objetivos por meios pacíficos, mas, dado que isso não é possível, continua com sua operação militar especial. Isso é para garantir sua segurança e seus interesses", declarou Peskov a jornalistas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.