Ebola avança para duas novas zonas na República Democrática do Congo
O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) chegou a 60 áreas após atingir Biena e Manguredjipa, em Kivu do Norte. As informações são da Al Jazeera.
Biena e Manguredjipa são as duas novas zonas de saúde afetadas pelo vírus na província de Kivu do Norte. Dados do Ministério da Saúde da RDC indicam que a taxa de mortes nessas áreas supera a média geral de 48%.
O país registra 5.794 casos confirmados de Ebola e 2.786 mortes desde o início do surto. Os números foram divulgados pelo Ministério da Saúde da RDC na sexta-feira (28).
Conflitos armados, deslocamentos populacionais e ataques a profissionais e unidades de saúde dificultam a contenção. A falta de infraestrutura e a circulação de trabalhadores também afetam a resposta.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alerta que a epidemia cresce mais rápido do que as ações para contê-la. "Está crescendo mais rápido e alcançando áreas maiores do que a resposta para contê-lo", afirmou.
Médicos Sem Fronteiras abriu um centro de tratamento em Beni, uma das áreas mais atingidas de Kivu do Norte. A organização afirmou que a unidade permite tratar pacientes mais rapidamente e reforçar o rastreamento de contatos.
Beni registrou 122 casos confirmados e 87 mortes desde o início do surto, em meados de maio de 2026. A taxa de mortes na cidade se aproxima de 69%, uma das maiores do país.
Não há vacina ou tratamento aprovados para a cepa Bundibugyo, responsável pelo atual surto. Médicos Sem Fronteiras mantém 1.400 funcionários na RDC e opera centros com 400 leitos.
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