Executivo que apostou em Paralamas do Sucesso e Legião Urbana expõe em livro o equilíbrio delicado entre arte e comércio que rege a indústria do disco
Jorge Davidson posa com Herbert Vianna, vocalista e guitarrista dos Paralamas do Sucesso, banda que indicou para a gravadora EMI em 1983 Arquivo pessoal Jorge Davidson ♫ CRÍTICA DE LIVRO Título: “Em sintonia com o sucesso – A arte de revelar talentos na música brasileira” Autor: Jorge Davidson Cotação: ★ ★ ★ ★ ♬ Em fevereiro de 1993, quando Jorge Davidson assumiu a diretoria artística da gravadora Sony Music, vindo de experiência bem-sucedida na EMI, período em que abriu as portas da companhia para bandas então iniciantes como Blitz, Paralamas do Sucesso e Legião Urbana, o executivo encontrou o nome do grupo Cidade Negra na lista de cortes da Sony.
Após um primeiro álbum bem-sucedido, “Lute pra viver” (1990), a banda fluminense de reggae viu o sucesso escapulir com o segundo disco, “Negro no poder” (1992), e ia ser impiedosamente limada do elenco da gravadora.
Fã de reggae e confiante no talento do grupo, Davidson negociou a permanência do Cidade Negra na Sony Music e remodelou o som e o repertório da banda, após driblar a resistência inicial do guitarrista Da Ghama, dando polimento pop no reggae do Cidade Negra.
Com a decisão do vocalista Rás Bernardo de sair do grupo, Toni Garrido foi escolhido para ser o cantor do Cidade Negra, Liminha foi convidado para produzir o terceiro álbum da banda e Davidson foi atrás de repertório, conseguindo a canção “Onde você mora?”, parceria de Marisa Monte com Nando Reis.
A empreitada deu certo e o terceiro álbum do grupo, “Sobre todas as forças”, se tornou um discos blockbusters de 1994.
A virada do Cidade Negra é uma das muitas histórias saborosas contadas por Jorge Davidson ao longo das 380 páginas de “Em sintonia com o sucesso – A arte de revelar talentos na música brasileiro”, livro de memórias musicais deste baiano de criação carioca que atuou como radialista antes de se tornar um dos executivos mais importantes da indústria fonográfica brasileira, com atuação decisiva na maior parte do tempo – cerca de 30 anos – em que trabalhou no mercado de disco, geralmente no cargo de diretor artístico.
Lançamento da editora Gryphus, o livro engrena quando, após narrar histórias pessoais da vida saboreada entre a praia e os campos de futebol, Davidson entra na área profissional.
A rigor, “Em sintonia com o sucesso – A arte de revelar talentos na música brasileiro” é um livro sobre o equilíbrio delicado entre arte e comércio.
E, justiça seja feita, os fatos legitimam as proezas contadas por Davidson na autobiografia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.