Rui Costa defende apoio federal para interiorizar desenvolvimento na Bahia
A concentração histórica de investimentos no Sudeste e os obstáculos para levar desenvolvimento econômico ao interior da Bahia foram alguns dos temas abordados por Rui Costa (PT) durante a sabatina do Grupo A TARDE, realizada nesta segunda-feira, 17.
Candidato ao Senado Federal, o ex-governador da Bahia defendeu uma atuação mais forte do governo federal para reduzir as desigualdades regionais e tornar outras áreas do país mais atrativas para investimentos privados.Na avaliação de Rui, a concentração econômica em estados como São Paulo criou, ao longo das décadas, uma vantagem competitiva que dificulta a distribuição dos investimentos pelo território nacional.
Ele argumentou que, diante de menores custos e maiores possibilidades de retorno, empresas tendem naturalmente a concentrar seus recursos onde a infraestrutura já está consolidada."É preciso olhar, eu acho que historicamente, inclusive no Brasil.
O Brasil teve historicamente uma concentração muito brutal, muito perversa dos investimentos econômicos com estímulos governamentais no Sudeste brasileiro, em especial no estado de São Paulo, e é evidente que você cria um círculo virtuoso para aquele estado e para aquela região, e uma certa algema para as outras regiões, porque, para qualquer empresário, ao longo dos anos, ficou muito mais barato, muito mais rentável investir no Sudeste, especialmente em São Paulo, do que investir no Nordeste, no Norte, no Centro-Oeste.
É muito mais economicamente viável."Rui defende prioridade para NordestePara o candidato, a redução das desigualdades depende de uma mudança na lógica de distribuição dos investimentos.
Rui citou os incentivos fiscais utilizados pelos estados nordestinos para atrair empresas e defendeu que a União estabeleça políticas capazes de compensar as diferenças de competitividade entre as regiões."E o Nordeste, eu diria assim, se virou nos 30, com incentivos fiscais, que acabam agora em 2027, para atrair investimentos.
E, portanto, é preciso ter uma lógica de prioridade nacional, de descentralização do investimento, porque, pela lógica microeconômica, ou seja, a partir da decisão de cada empresa, ela vai fazer uma conta simples: onde eu tenho o maior lucro, onde eu tenho o maior retorno? Se o maior retorno for em São Paulo, ela tenderá a botar o investimento dela em São Paulo.
Você gosta ou não, a gente queira ou não."Rui também atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma mudança na atenção dada ao Nordeste.
Segundo ele, a atuação federal passou a considerar investimentos em infraestrutura como parte fundamental da estratégia para interiorizar o desenvolvimento econômico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.