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Rubio alerta Machado, da Venezuela: protestos de rua não levam à democracia

UOL Notícias ·
Rubio alerta Machado, da Venezuela: protestos de rua não levam à democracia

Um dia após o retorno da líder da oposição María Corina Machado à Venezuela , o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, emitiu um aviso velado contra possíveis interferências na transição democrática do país, promovida pela administração de Donald Trump. As informações são do portal Axios.

Rubio fez a declaração após o retorno de Machado, que estava há cerca de 10 meses em exílio no exterior. Sem citar nominalmente a líder opositora venezuelana, ele disse a jornalistas: "Não se chega à democracia por meio de protestos de rua."

Machado cobra eleições na Venezuela em 2027 e critica um acordo de petróleo entre os EUA e o atual governo da Venezuela. Essas posições elevaram a preocupação de integrantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump após sua volta ao país. "Rubio está em uma situação política delicada", disse uma fonte da Casa Branca. "A Venezuela é o principal êxito de política externa desta administração; se o progresso que alcançamos for desfeito e Machado acabar atrapalhando, ninguém sai ganhando."

Autoridades americanas e Machado concordam que a Venezuela precisa realizar eleições. O desacordo está no prazo, pois ela defende uma votação em 2027, enquanto os EUA não definiram uma data.

Os EUA exigem três condições antes de eleições na Venezuela. Uma delas é reformar a Suprema Corte da Venezuela, já que o tribunal está repleto de aliados de Nicolás Maduro, capturado pelos EUA em 3 de janeiro e levado para Nova York para responder a acusações de narcotráfico. O Departamento de Estado espera que uma nova composição da Corte seja definida até o final do ano.

Uma reforma também é exigida no Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela. O órgão também está preenchido por pessoas ligadas a Maduro e, em conjunto com a Suprema Corte, ajudou-o a fraudar as duas últimas eleições presidenciais. O Departamento de Estado espera que um novo Conselho esteja em funcionamento até o início do próximo ano.

A resolução na dívida da Venezuela também é exigida. O país enfrenta um dos maiores problemas de dívida soberana do mundo, de US$ 300 bilhões, um valor superior ao seu Produto Interno Bruto (PIB). O cronograma para esta frente não está claro, e Rubio não abordou o assunto durante a conversa com jornalistas ontem.

Rubio afirmou que o processo venezuelano seguirá prazos acordados com o governo de Delcy Rodríguez. "Temos prazos que foram acordados e, até agora, eles cumpriram cada um deles", declarou.

Rubio disse, ainda, que não permitirá que o atual governo da Venezuela atrase a administração Trump, que termina em janeiro de 2029. "E se eles simplesmente tentarem ganhar tempo por dois anos? Isso não vai acontecer", afirmou Rubio.

Uma nova eleição depende de Delcy Rodríguez declarar vaga a Presidência, o que abriria prazo de seis meses para a votação. No cenário mais otimista, a eleição poderia ser marcada para junho de 2027, mas autoridades americanas admitem que ela pode ficar para 2027 ou 2028.

Maduro impediu Machado de concorrer à Presidência em 2024, e ela e Rodríguez mantêm oposição pública uma à outra.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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