Veja as maiores quedas do Ibovespa em agosto
Agosto é o mês do desgosto, diz o ditado.
Foi o caso para as empresas que lideram as dez maiores quedas do Ibovespa, na maioria impactadas pelo desempenho na temporada de balanços recém-encerrada.
Para o conjunto do principal índice de ações brasileiras, nada disso – o Ibovespa até atingiu o menor valor desde janeiro no dia 18 deste mês, mas passou a subir desde então por nove sessões consecutivas.
A Hapvida (HAPV3) liderou a lista, com recuo de 41,4%, a R$ 6,61.
No ano, o papel acumula desvalorização de 56%.
Na sequência vieram Lojas Renner (LREN3), com queda de 19,85%, Marcopolo (POMO4), com 14,68%, Smart Fit (SMFT3), com 14,67%, e Copasa (CSMG3), com 13,95%.
A operadora de saúde entregou um trimestre pressionado.
O Ebitda ajustado somou R$ 504,4 milhões, queda de 44,3% na comparação anual, e o lucro líquido ajustado ficou em R$ 12,5 milhões, recuo de 95,8%.
O resultado refletiu o aumento da sinistralidade caixa, que mede o custo assistencial e chegou a 75,2%, e o avanço das despesas administrativas e de vendas.
A companhia iniciou uma revisão de contratos deficitários que reduziu a base de beneficiários no período.
O BB Investimentos manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 16, à espera da execução das iniciativas de recuperação.
A Lojas Renner caiu depois de um trimestre fraco em vendas e acumula perda de 17% no ano.
As vendas nas mesmas lojas subiram apenas 0,5%, bem abaixo do esperado, e a companhia cortou sua projeção de crescimento de receita para 2026, de uma faixa de 9% a 13% para 4% a 8%.
A margem bruta permaneceu saudável, em 62,6%, e o lucro ficou estável, em R$ 404,6 milhões.
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