Qual investimento deixou o desgosto de agosto para trás e teve o melhor rendimento? Spoiler: tem surpresa
Ele passou meses adormecido, tentando recuperar as perdas acumuladas desde sua máxima histórica e com poucas oscilações em meio a um cenário de forte volatilidade para os ativos de risco.
Em agosto, porém, o Bitcoin finalmente acordou: a principal representante do mercado de criptoativos avançou 27,62% em reais no mês, a maior valorização para agosto desde 2017, e liderou com folga o ranking dos principais indexadores de investimentos.
A surpresa fica ainda maior quando se olha para quem veio logo atrás.
Se o chamado "ouro digital" ficou no topo, o ouro de verdade ocupou a segunda posição.
O metal acumulou valorização de 10,03% em agosto, considerando a cotação em Nova York, em dólares por onça-troy.
No caso do Bitcoin, o câmbio deu uma ajuda extra ao investidor brasileiro.
O dólar subiu 2,17% frente ao real em agosto, ampliando o retorno da criptomoeda quando convertido para a moeda brasileira.
Já a rentabilidade do ouro considerada neste ranking corresponde à variação de sua cotação internacional em dólar.
Os dois ativos têm características e dinâmicas bastante diferentes, mas encontraram espaço para avançar em um agosto marcado por incertezas sobre os juros americanos, tensões geopolíticas e fortes oscilações nos mercados globais.
No caso do Bitcoin, a arrancada veio depois de meses de desempenho fraco e ganhou força com a volta dos compradores.
Segundo Marco Aurélio de Camargos, diretor de investimentos da Vault Capital, houve uma entrada expressiva de recursos no mercado durante o movimento de alta.
A realização de lucros que veio depois foi pequena diante do volume comprado e, no fim do mês, os fluxos voltaram a ficar positivos.
"O comprador pesado entrou, o realizador passou e não derrubou, e o comprador está voltando primeiro", resume Camargos.
O movimento permitiu ao Bitcoin romper níveis que vinham limitando sua recuperação e voltar a rondar os US$ 80 mil.
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