Você sente culpa ao avisar no trabalho que está doente? Talvez seja por isso...
Getty Images/BBC Você acorda se sentindo mal, mas tem um grande dia de trabalho pela frente.
O que você faz? Se a resposta for bater o ponto mesmo assim, você não está sozinho.
Pesquisas sugerem que entre um terço e metade das pessoas no Reino Unido trabalham mesmo quando estão doentes — algo que os especialistas chamam de "presenteísmo".
Por outro lado, gerações mais novas têm demonstrado maior preocupação com seu bem-estar, incluindo sua saúde mental.
Isso não quer dizer que a geração mais jovem seja "mimada", como frequentemente é rotulada, diz o professor Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester e um dos maiores especialistas mundiais em bem-estar no ambiente de trabalho.
"Talvez as gerações mais antigas tenham sido mais tolerantes [com a entrega incondicional ao trabalho], mas isso não significa necessariamente que essa escolha seja saudável", afirma Cooper.
"Quando se trata de fazer uma pausa, os trabalhadores mais jovens parecem mais dispostos a encarar o bem-estar mental como parte de sua saúde geral, em vez de algo que deva ser simplesmente ignorado." A verdade é que a forma como você lida com problemas de saúde diz muito sobre você como indivíduo e sobre o lugar onde você trabalha.
O que isso diz sobre você Diversos fatores influenciam a forma como uma pessoa lida com o afastamento por doença.
Para alguns, o trabalho está intimamente ligado à identidade.
Psicólogos organizacionais chamam isso de centralidade do trabalho — e pesquisas relacionam esse fato a um maior engajamento, comprometimento e disposição para se esforçar ao máximo.
Se o trabalho é essencial para quem você é, ausentar-se dele pode dar a sensação de perder temporariamente uma parte de si mesmo.
"Essas pessoas sentem um forte desejo de continuar comparecendo", explica Audrey Tang, psicóloga que escreve sobre bem-estar no local de trabalho.
De acordo com a especialista, aqueles que trabalham em profissões ligadas ao cuidado, como medicina, enfermagem e ensino, têm uma tendência a isso.
"Eles frequentemente relatam que preferem sofrer um acidente físico para ter uma justificativa para não comparecer ao trabalho, em vez de simplesmente tirar o dia de folga." Outros temem ser vistos como fracos ou preguiçosos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.