Inovação em saúde depende de investimento em aprendizagem permanente
A inovação em saúde costuma ser associada a inteligência artificial, novas plataformas digitais, dados e automação.
De fato, todas essas tecnologias estão ajudando a moldar as próximas décadas do setor.
No entanto, para que essa transformação se consolide, a educação dos profissionais das ciências da vida é um dos pontos que deve ser fortalecido.
Em um contexto em que o conhecimento se renova em velocidade crescente, o conceito de longlife learning ganha força e a capacitação humana se torna vantagem competitiva.
O tema foi pauta do segundo episódio da nova temporada do podcast Mundo Lab-to-Lab, promovido pelo Lab-to-Lab Pardini, do Grupo Fleury, que teve as participações de Gustavo Meirelles, presidente do Instituto Afya, e Adriana Simões, diretora presidente do laboratório Doutor Pio – a moderação foi de Roberto Santoro, presidente da unidade de negócios Lab-to-Lab Pardini.
Nesse cenário, design instrucional, novo perfil de habilidades desejadas, atualização dos currículos de formação e desenvolvimento de uma cultura de aprendizagem são alguns dos desafios a serem debatidos dentro e fora das instituições que compõem o ecossistema de saúde.
Isso porque noções de gestão, tecnologia e mundo digital, e visão humanista deixam de ser um diferencial para se consolidarem no rol de conhecimento exigido do profissional que deseja estar preparado para um mercado cuja atuação atravessa um momento de revolução.
“Quando eu era estudante de medicina, havia um foco muito grande nas competências técnicas, mas quase nenhum conhecimento sobre outras necessidades fundamentais não apenas para a formação de um médico, mas de um ser humano”, destaca Meirelles.
“A inovação já está modificando muito a forma de trabalho no consultório, no centro cirúrgico ou mesmo em outras atividades médicas.” Superando a barreira da comunicação Dentro desse universo de novas habilidades está a comunicação com empatia e clareza, algo que sempre foi um desafio na formação de profissionais de saúde.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) , 9 em cada 10 médicos não se sentem preparados para dar notícias difíceis.
Essa dificuldade de diálogo não se limita à relação com pacientes, e abrange também as conversas entre pares no ambiente clínico e entre profissionais da clínica, laboratório, gestão e demais times.
No contexto laboratorial, a conversa com o cliente exige a redução máxima de ruído para uma boa experiência geral.
A comunicação adequada de resultados críticos, como necessidade de recoleta, mudanças de prazo na entrega de resultados, demanda um preparo em várias frentes, do humano ao jurídico.
Para Adriana Simões, as empresas também possuem um papel importante na capacitação dos profissionais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.