Mulher filmada fazendo gesto nazista ao votar no Rio presta depoimento
Polícia identifica mulher que fez símbolo nazista em votação no RJ A mulher filmada fazendo uma saudação nazista é aguardada ainda nesta terça-feira (27) para prestar depoimento na 10ª DP (Botafogo).
Erica Marques Pinho, de 46 anos, é professora de inglês.
O advogado dela afirma que ela foi chamada de nazista e racista por estar com uma camisa do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e um boné com a frase "Make America Great Again", que significa “torne os Estados Unidos grandes novamente”, em tradução livre, um slogan popularizado na campanha presidencial de 2016 de Donald Trump.
"Ela foi chamada de nazista, de racista, porque estava com o boné do Trump.
Quando ela levanta o braço, foi um tom de deboche às acusações recebidas, sem intenção de expressar adesão ao racismo", disse o advogado Marcello Ramalho.
O advogado afirmou ainda que, no seu depoimento, sua cliente vai pedir desculpas à comunidade judaica, e que os comentários dela na discussão com o homem judeu que filmou a cena foram "no calor da discussão".
"Ela respeita profundamente a comunidade judaica e ela vai pedir excusas à comunidade judaica", pontuou.
Polícia ouve testemunhas e tenta marcar depoimento de mulher filmada fazendo saudação nazista Relembre o caso O caso ocorreu no fim da manhã no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na Zona Sul, e foi registrado na delegacia do bairro como injúria por preconceito. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Eleitores denunciam mulher fazendo saudação nazista após votar no Rio Reprodução Eleitores denunciam mulher fazendo saudação nazista após votar no Rio Eleitor se sentiu ofendido Ian Andrade, que é judeu e gravou o momento em que tudo aconteceu, descreveu sua reação: “Eu não vou te falar medo, porque eu não tenho medo dessa gente, mas senti realmente um enjoo, um nojo.” Ao gravar a cena, Ian Andrade questionou a mulher sobre o gesto.
Segundo ele, uma amiga havia contado que a eleitora fizera a saudação na entrada do local.
Como não presenciou o primeiro episódio, ele decidiu esperar a mulher sair para verificar o que havia acontecido.
“Tenho 31 anos e nunca vivenciei isso na minha vida como judeu”, afirmou.
O episódio, segundo ele, provocou indignação também entre outras pessoas que estavam no local.
Parte delas observou a discussão, enquanto outras pegaram os celulares para filmar.
Ian contou que estava usando uma camiseta branca, sem adesivos ou referências políticas, e que seguiria para um almoço de aniversário na casa da avó.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.