Diniz acertou na estratégia, mas parar o Flamengo é missão para poucos
Fernando Diniz fez neste fim de semana a coisa certa. Botou o time inteiramente reserva para jogar com o Flamengo e guardou os titulares para a eventualidade de ter alguma chance no segundo tempo. Poderia não ter chance alguma - no primeiro tempo, o Flamengo poderia ter feito três ou quatro. Mas que chances teria se tivesse escalado o time titular desde o começo?
Critiquei aqui nesta coluna a decisão de algumas semanas atrás, de colocar time time titular contra o Cruzeiro entre jogos da Libertadores. O que fez o Cruzeiro na ocasião? Exatamente o que o Corinthians fez hoje, e ganhou em Itaquera. Muita gente se manifestou contra o que eu havia dito, argumentando que o banco do Corinthians era inexistente, etc, etc.
Pois bem. Um time recheado de reservas e programado para defender e se matar por um empate sempre pode fazê-lo no futebol de hoje em dia, fechando espaços e colocando o coração na ponta da chuteira. Foi o que fez o Corinthians no primeiro tempo, como havia feito o São Paulo contra o Palmeiras ontem (até ter um jogador expulso). É uma estratégia básica, que muitas vezes os técnicos não percebem.
Os rivais dos brasileiros na Libertadores e na Sul-Americana fariam e fizeram o mesmo em seus campeonatos. Nesta altura da temporada, não tem sentido ir a campo com nenhum descanso contra o time com uma semana de descanso.
O Flamengo, claro, é um mundo à parte, pois tem um elenco europeu no futebol sul-americano. É outro contexto. Depois de ter praticamente resolvido a vida na Libertadores, o Flamengo podia usar titulares hoje contra o Corinthians e eventualmente gerenciar energias na partida da próxima quinta contra o Del Valle.
O plano de Diniz era óbvio. E podia dar errado, como deu, considerando a qualidade do adversário. Mas era o único que poderia ser colocado em prática, por mais que muita gente insiste em não entender as necessidades físicas que o futebol de hoje em dia exige.
O Corinthians ainda tem sofrimento pela frente no Brasileirão. Ele joga outro campeonato, não o mesmo do Flamengo. E quarta-feira tem Libertadores.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.