BRB tenta suspender reservas para cobrir prejuízos de ativos do Master
O Banco de Brasília (BRB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em julho de 2026, para suspender temporariamente as provisões sobre ativos adquiridos do Banco Master.
O pedido integra os documentos da investigação sobre o Banco Master que tiveram o sigilo retirado por decisão do ministro André Mendonça. O BRB quer afastar, de forma provisória, os efeitos das provisões já existentes e impedir a constituição ou o aumento de novas provisões, segundo o Valor Econômico .
A solicitação se baseia na Resolução 4.966/2021 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que estabelece regras para o reconhecimento de perdas esperadas por instituições financeiras. O banco pede a suspensão dos efeitos contábeis, patrimoniais e prudenciais dessas provisões.
O saldo residual da carteira Tirreno é a exceção prevista no pedido. O BRB já reconheceu esse valor como prejuízo.
Os advogados do BRB afirmam que é necessário esclarecer a existência, a titularidade, a adimplência e a capacidade de recuperação dos ativos antes do registro das perdas. A defesa sustenta que o banco não se beneficiou de eventuais atos ilícitos e foi atingido por uma suposta engenharia criminosa.
A defesa afirma que a suspensão não busca livrar o BRB de suas obrigações legais. Os advogados argumentam que as normas prudenciais não podem ser aplicadas automaticamente a ativos cuja realidade econômica ainda está em reconstrução técnica.
O BRB adquiriu carteiras de crédito do Master e do Will Bank que somavam R$ 22,9 bilhões entre julho de 2024 e outubro de 2025. Grupos internos do banco investigaram indícios de irregularidades em parte das operações, e posteriormente foi decretada a liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.