Moraes determina prisão de Eduardo Bolsonaro e cancelamento de passaportes
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos desde 2025.
A decisão foi tomada após o magistrado determinar o início do cumprimento da pena de quatro anos e dois meses de prisão imposta ao ex-parlamentar pelo crime de coação no curso do processo.
A condenação está relacionada à atuação de Eduardo Bolsonaro no contexto das tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros.
Além da ordem de prisão, Moraes determinou o cancelamento dos passaportes do ex-deputado.
STF considera encerradas as possibilidades de recurso Ao determinar a execução da pena, Alexandre de Moraes reconheceu o trânsito em julgado da ação penal, etapa em que a condenação se torna definitiva e não admite novos recursos ordinários no processo.
Em setembro, a Primeira Turma do Supremo rejeitou um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU), que buscava anular a condenação.
Eduardo Bolsonaro não constituiu defesa particular no processo e foi representado pela Defensoria Pública.
Com o encerramento da fase recursal, o STF determinou a adoção das providências necessárias para o cumprimento da sentença.
Por que Eduardo Bolsonaro foi condenado? A condenação foi definida em junho, quando a Primeira Turma do STF acolheu a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o entendimento dos ministros, houve provas suficientes de que Eduardo Bolsonaro atuou para pressionar instituições brasileiras por meio de medidas adotadas pelos Estados Unidos.
A Corte concluiu que o ex-deputado participou de articulações relacionadas à imposição de tarifas sobre exportações brasileiras, com o objetivo de interferir no andamento do processo judicial envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O processo citado trata da tentativa de golpe de Estado investigada e julgada pelo Supremo.
Para os ministros, a atuação de Eduardo buscava criar pressão externa sobre as autoridades brasileiras e influenciar decisões judiciais.
Tarifas e sanções americanas entraram na análise do STF Além das tarifas comerciais, a investigação também examinou outras medidas adotadas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
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