Vorcaro chamou pagamento do filme “Dark Horse” de “mais importante”
O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse que o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o e x-presidente Jair Bolsonaro (PL), era o pagamento “mais importante disparado” e que “não poderia mais haver falha no cumprimento da obrigação” .
Vorcaro questionou Fabiano Zettel, seu cunhado, sobre o tema em 28 de janeiro de 2025.
Segundo a PF, os dados foram extraídos do celular de Vorcaro e mostram participação do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro , nas negociações para o aporte de recursos na produção.
Em 20 de janeiro de 2025, o empresário Thiago Miranda, então dono do portal Leo Dias, chegou a cobrar Vorcaro sobre a 1ª parcela do financiamento para o filme.
Também enviou captura de tela com o contato identificado como “Flávio Bolsonaro”, segundo inquérito.
Nesse print, havia uma cobrança de resposta do jurídico do investidor.
A investigação também mostra que o contrato era estimado em US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 122 milhões na cotação atual) e que o repasse feito por Vorcaro atingiu US$ 12,3 milhões (ou R$ 62,3 milhões na conversão).
RETIRADA DO SIGILO O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou , nesta 6ª feira (11.set.2026), o sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master.
Entre os inquéritos liberados está o que apura o financiamento da cinebiografia “Dark Horse” , sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A investigação mira Flávio Bolsonaro, apontado pela Polícia Federal como o elo com Daniel Vorcaro, fundador do Master, na captação de recursos para a obra.
O dinheiro teria sido administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
PEDIDO DA PGR A decisão atendeu a um pedido da PGR Procuradoria Geral da República, que havia solicitado a abertura de todo o processo .
Mendonça foi além e incluiu mais 21 por conta própria.
O órgão argumentou que a lista de processos liberada por Mendonça na 5ª feira (10.set) deixava de fora boa parte dos procedimentos centrais da Compliance Zero, o que passaria uma noção distorcida de transparência.
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