Telescópio da NASA vai cair na Terra e local da queda ainda é um mistério; Brasil está na rota?
Um telescópio espacial da NASA deve voltar à Terra nas próximas semanas, mas o local da queda ainda é um mistério.
O Neil Gehrels Swift Observatory, que passou quase 22 anos em órbita estudando fenômenos extremos do Universo, encerrou suas atividades científicas e se aproxima da reentrada na atmosfera terrestre.
Embora ainda não exista previsão de que destroços atinjam o Brasil, parte do território nacional está dentro da faixa de latitudes sobrevoada pelo equipamento.
Telescópio Swift, da NASA, encerrou sua missão após quase 22 anos em órbita e deve reentrar na atmosfera nas próximas semanas.
Foto: Reprodução A NASA ainda não informou a data, o horário ou o local exatos da reentrada.
Por isso, não é possível afirmar onde os possíveis fragmentos poderão chegar à superfície.
A incerteza, no entanto, não significa que o Brasil esteja fora de todas as possibilidades: a trajetória orbital do telescópio permite que uma reentrada sobre o país seja fisicamente possível, embora não exista indicação de que isso vá acontecer.
Segundo o professor doutor Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário , é fundamental diferenciar a possibilidade de uma previsão concreta sobre a queda.
“É importante separar possibilidade de previsão.
O Brasil não pode ser descartado simplesmente por estar parcialmente dentro da faixa orbital do Swift, mas hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país” explica o professor doutor Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.
“Protetor solar” natural: cientistas descobrem planeta que reflete até 75% da luz de sua estrela Por que ainda não se sabe onde o telescópio vai cair? A principal dificuldade está na previsão do momento exato em que o Swift entrará na atmosfera.
Pequenas alterações na densidade atmosférica, na atividade solar e no comportamento da própria espaçonave podem modificar o instante da reentrada e, consequentemente, a região em que ela ocorrerá.
O observatório percorre uma órbita inclinada aproximadamente 20,6 graus em relação ao equador.
Dessa forma, sua trajetória abrange uma faixa de latitudes que inclui parte do território brasileiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.