Onda de ódio político atinge universidades públicas e privadas no Paraná com ameaças e vandalismo
O acirramento político e ideológico do segundo turno nas eleições presidenciais transformaram as universidades do Paraná em palcos de ameaças, intolerância e vandalismo.
As vítimas são estudantes que se identificam como de esquerda.
O cenário de crise unifica crimes de apologia ao nazismo e xenofobia em cursos de Medicina de Maringá e Cascavel, o vandalismo partidário contra a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e perseguição na Universidade Tuiuti (UTP) e na FAE Centro Universitário, em Curitiba.
Em Curitiba, as hostilidades escalaram para o dano patrimonial.
Na madrugada entre segunda (26) e terça-feira (27), o Grêmio de Arquitetura e Urbanismo (GAU) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), situado no Campus Politécnico, em Curitiba, foi invadido e severamente vandalizado.
Os criminosos aproveitaram um ponto cego no monitoramento para cobrir as dependências com tinta spray rosa e preta, além de espalharem molho shoyu pelo mobiliário.
A ação teve motivação estritamente político-partidária.
Foram deixadas pichações com insultos como “A esquerda é uma merda” e “Pau no c* do Lula”.
O número “22”, associado à campanha de oposição, foi pintado repetidamente nas paredes e na geladeira do espaço.
“A depredação do Grêmio de Arquitetura e Urbanismo (GAU) é uma atitude inaceitável e tem caráter claramente ideológico.
A UFPR não tolerará violência política contra seus espaços e comunidade.
A Universidade já acionou a Polícia Federal e busca imagens de câmeras internas para identificar os agressores”, afirmou a UFPR em nota.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.