Marcas chinesas rompem com Mbappé após comentários sobre meme ditador
Duas marcas chinesas encerraram parcerias com Kylian Mbappé após a repercussão de uma fala do atacante sobre um meme que o associa a um "ditador chinês", informou o jornal The New York Times.
O comentário apareceu em um trecho de um programa de TV francês que voltou a circular nas redes sociais nesta semana. Ao ser perguntado sobre qual meme online o fazia rir mais, Mbappé respondeu: "o que colocam meu rosto em um ditador chinês".
O jogador disse que usa a brincadeira com amigos e que o conteúdo o diverte. "Isso realmente me faz rir, eu uso com meus amigos o tempo todo", afirmou.
O vídeo não está mais no canal do programa no YouTube, mas reapareceu em plataformas como Reddit e em redes sociais chinesas. A gravação mostra a imagem do rosto do atacante sobreposta à de Mao Zedong, ex-líder da China, embora Mbappé não cite o nome dele.
Uma das empresas que anunciaram o rompimento foi a Mengniu, uma das principais fabricantes de laticínios do país. Em nota no Weibo, a companhia disse: "Com efeito imediato, nossa empresa está encerrando toda a cooperação com Kylian Mbappé".
A Mengniu afirmou que não aceita declarações que ofendam a população chinesa. "A Mengniu se opõe firmemente e tem tolerância zero a quaisquer palavras ou ações que ofendam os sentimentos do povo chinês", declarou.
A fabricante de bebidas Dongpeng também comunicou o fim do acordo com o atleta. "Nossa empresa se opõe firmemente e tem uma política de tolerância zero a quaisquer ações que ofendam sentimentos nacionais", disse, também no Weibo.
A Dongpeng afirmou que a decisão vale imediatamente e agradeceu a reação do público. "Com efeito imediato, estamos encerrando toda a cooperação com Kylian Mbappé. Agradecemos aos nossos consumidores e à mídia pela atenção", completou.
O presidente da La Liga, Javier Tebas, publicou um pedido de desculpas após as manifestações das marcas. "Nós, da La Liga, lamentamos profundamente os comentários de Kylian Mbappé, que causaram angústia e ofensa na China", escreveu.
Tebas disse reconhecer o impacto da fala e afirmou que a liga buscaria reparar a situação. "Entendemos o dano causado e, em nome da La Liga, gostaria de oferecer nossas sinceras desculpas ao povo chinês", afirmou.
O dirigente ressaltou a relação construída com o país e citou clubes e torcedores envolvidos. "Ao longo de muitos anos, construímos uma relação de respeito, confiança e cooperação com a China, suas autoridades, suas instituições esportivas, seus detentores de direitos de transmissão e milhões de fãs do futebol espanhol", disse.
Ele também afirmou que a liga não quer que o episódio afete o campeonato e prometeu medidas. "Não podemos permitir que as ações de um indivíduo manchem essa relação ou prejudiquem os mais de 20 clubes de nossas competições profissionais e milhões de fãs chineses. Estamos tomando todas as medidas possíveis e trabalhando diretamente com nossos parceiros e contatos na China para resolver esta situação", declarou.
Tebas afirmou que o vínculo com a China não pode ser abalado por um único caso. "Nosso compromisso com a China, seu povo e suas instituições é inabalável.
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