Flamengo contestou liberação de Rojo um dia antes do jogo com Estudiantes
Foi em 21 de outubro, um dia antes do jogo de volta pelas semifinais da Libertadores, que o Flamengo pediu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) a revogação urgente da autorização provisória concedida a Marcos Rojo para defender o Estudiantes naquela partida. Como a manifestação foi apresentada na véspera do confronto no Maracanã, fica claro que a contestação à participação do zagueiro já estava formalizada antes do cotejo e de seu resultado.
O documento ajuda a esclarecer a sequência dos acontecimentos. Importante lembrar que o Flamengo não iniciou o procedimento que levou o caso ao TAS. Foi o Estudiantes quem recorreu ao tribunal para tentar superar as duas negativas da Conmebol à inscrição do jogador, incluindo os três brasileiros times que naquele momento ainda estavam na competição como parte no processo.
O clube argentino solicitou em 9 de outubro a inclusão de Rojo na lista da semifinal, em substituição a um atleta lesionado. A controvérsia envolvia o encerramento da janela de transferências argentina, em 2 de setembro, e o fato de o defensor ter disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 daquele mês.
A Conmebol consultou a Fifa e rejeitou a substituição em 14 de outubro, mantendo a recusa no dia seguinte. Segundo o relato do Flamengo, a Fifa esclareceu que as regras sobre períodos de inscrição também se aplicam às transferências nacionais. Assim, ele não atuou no empate sem gols em La Plata.
Em 21 de outubro, o TAS acolheu parcialmente a solicitação e autorizou Rojo a participar da Copa Libertadores a partir do dia seguinte. Foi contra essa autorização que o Flamengo se manifestou ainda antes da partida entre as duas equipes.
Diante da negativa, Estudiantes e Rojo recorreram ao TAS. O Flamengo foi chamado ao processo em 16 de outubro. Em resposta ao blog , o próprio tribunal confirmou que o pedido de medidas provisórias foi apresentado pelo clube argentino e pelo jogador contra Conmebol, Flamengo, Palmeiras e Fluminense.
Caso o pedido principal não fosse atendido, o Flamengo solicitava que ficasse registrado que a utilização de Rojo ocorreria por conta e risco exclusivos do Estudiantes, como especificado na decisão do TAS.
O clube pediu, ainda, tramitação acelerada, com julgamento antes da final da Libertadores, e contestou a competência do TAS e a admissibilidade do recurso por entender que as instâncias internas da Conmebol não haviam sido esgotadas.
A r esposta enviada pelo TAS ao blog confirma que a liberação de Rojo foi provisória, explicando que medidas desse tipo atendem à urgência do calendário esportivo e permanecem em vigor até serem revogadas ou a arbitragem ser concluída.
Depois da partida, o Flamengo apresentou reclamação à Conmebol, conforme havia anunciado previamente que faria. A discussão sobre eventual irregularidade e suas consequências segue dependente das decisões das instâncias esportivas.
Ainda segundo o Tribunal Arbitral do Esporte, o processo continua em andamento, com audiência ainda sem data marcada.
Por todo o exposto, o Flamengo solicita respeitosamente ao TAS que: 1.
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