A sapiência mineira (por Ricardo Guedes)
Quando Tancredo assumiu o Governo de Minas e nomeou José Aparecido como Secretário da Cultura, dizem, de boa fonte, que antes da posse Tancredo disse: − “Agora Zé, que te nomeei Secretário da Cultura, você poderia ler 1 livro.” − “Qual livro, Tancredo?”, teria perguntado. − “1 livro, Zé, qualquer um!” José Aparecido, que era exímio articulador político.
E Benedito Valadares!? Saindo uma vez do Palácio da Liberdade com forte manifestação na frente contra o Governo, o Motorista perguntou: − “Governador, vamos depressa ou devagar?” − “Depressa o suficiente para não nos pegarem, devagar o suficiente para não pensarem que estamos fugindo”, teria dito.
Como Magalhães Pinto: − “A Política é como as nuvens, cada vez que se olha está diferente”.
Grandes divagações, sabedorias em sua forma figurativa, que não voltam mais.
E Tancredo Neves, flagrado cochilando no Plenário do Senado quando era Candidato a Presidente da República nas Indiretas, quando perguntado: − “O Senhor quer ser Presidente, dormindo no Plenário?” No que respondeu: − “Vocês preferem eu dormindo, ou o Maluf acordado?” Minas não há mais! Hoje temos Zema.
Pobre criatura, que somos nós.
E uma eleição onde Cleitinho está à frente! “Oh! Deus”, o que fizestes de nós, pobres mortais das Províncias das Minas Gerais, neste desterro do escurecer!? Mas Cleitinho vai ao 2º turno e deve perder por rejeição.
Patrus, mais moderado, deverá crescer.
Oh! Minas, de Tiradentes, de Guimarães Rosa, de Tancredo, tende piedade de nós! Que se resgate o diálogo entre todos nós! Minas, como o Fênix, há de renascer! Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago
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