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Economia

Selic pode cair a 6,3% em 2028 com ajuste fiscal, calcula BTG

UOL Economia ·
Selic pode cair a 6,3% em 2028 com ajuste fiscal, calcula BTG

A taxa básica de juros do Brasil, a Selic, poderia cair para 6,3% ao ano no início de 2028 caso o país consiga combinar um ajuste das contas públicas com a redução do endividamento das famílias. A estimativa faz parte de uma simulação do BTG Pactual, que aponta a recuperação da confiança na economia como uma condição importante para permitir cortes mais intensos dos juros.

O cálculo não representa a previsão principal do banco, mas um dos quatro cenários alternativos elaborados pela equipe macroeconômica, liderada por Tiago Berriel e Mateus Della. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (19), os analistas de varejo Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon avaliaram como essas diferentes trajetórias poderiam afetar o consumo e as empresas brasileiras.

Ajuste fiscal e redução das dívidas abririam espaço para juros menores. No cenário mais favorável, as famílias diminuem o consumo e os empréstimos para reorganizar suas finanças, reduzindo a pressão sobre os preços. Ao mesmo tempo, um ajuste fiscal capaz de recuperar a confiança nas contas públicas ajudaria a aproximar as expectativas de inflação da meta de 3%, permitindo ao Banco Central cortar a Selic com mais intensidade.

Taxa poderia chegar a 6,3% no primeiro trimestre de 2028. Nesse cenário, os juros ficariam aproximadamente 4,9 pontos percentuais abaixo da trajetória utilizada como referência pelo BTG, baseada nas estimativas do mercado reunidas no Boletim Focus, do Banco Central.

A melhora fiscal, sozinha, também teria impacto relevante. Em uma segunda simulação, que considera um ajuste fiscal crível, expectativas de inflação menores e valorização do real, a Selic poderia chegar a aproximadamente 8,1% no segundo trimestre de 2028. Isso mostra que a recuperação da confiança nas contas públicas pode abrir espaço para juros menores mesmo sem uma desaceleração mais intensa do consumo.

Famílias pagando dívidas também poderiam levar a cortes. Caso a economia desacelere apenas porque os consumidores estão reduzindo seu endividamento, a taxa poderia chegar a 8,9% no terceiro trimestre de 2028. Nesse caso, porém, a queda dos juros serviria principalmente para amenizar a fraqueza da atividade, sem garantir uma recuperação rápida das vendas.

Dólar mais caro pode impedir uma redução maior. No cenário adverso, o BTG considera uma desaceleração da economia sem melhora fiscal, acompanhada de desvalorização de 10% do real. Como o câmbio mais alto encarece produtos importados e pressiona a inflação, o espaço para cortes adicionais praticamente desapareceria. A Selic ficaria em 11,55% no primeiro trimestre de 2028.

A credibilidade fiscal determina quanto a política monetária pode responder. BTG, em relatório

Juros menores podem favorecer o varejo. A redução da Selic tende a diminuir os custos de financiamento das companhias e facilitar o acesso dos consumidores ao crédito. Também pode tornar as ações mais atraentes, à medida que investimentos de renda fixa passam a oferecer retornos menores.

Recuperação do consumo pode demorar mais. O BTG ressalta que a queda dos juros não significa necessariamente uma melhora imediata das vendas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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