Apoiado por PL e Federação União PP, Ciro diz que deixou diferenças com ex-adversários de lado para 'unir o Ceará'
Ciro Gomes participou da inauguração de comitê no bairro Meireles, em Fortaleza, nesta terça-feira (18).
Leonardo Igor/ SVM.
Em evento de campanha nesta terça-feira (18), Ciro Gomes, candidato do PSDB ao governo do Ceará, afirmou que "deixou as diferenças de lado" para reunir um grupo político com divergências na política nacional para concorrer nas eleições deste ano.
Entre os nomes de ex-adversários que passaram a apoiar Ciro estão André Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União).
No Ceará, Ciro formou uma coligação que, ao todo, reúne sete partidos.
O grupo é composto pela federação PSDB-Cidadania, pela federação União Progressista (União Brasil + PP), pelo Democracia Cristã, pelo Avante e pelo PL.
O vice é Roberto Cláudio (União Brasil). ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A declaração foi dada durante inauguração do comitê de campanha do deputado federal Danilo Forte (PP), candidato à reeleição.
Danilo é membro da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e o Progressistas (PP).
No Ceará, a federação declarou apoio a Ciro após uma disputa judicial.
No entanto, os candidatos dos dois partidos foram liberados para apoiar quem quisessem.
"Vamos juntar a turma nova, a turma que disputou o governo, Roberto Cláudio e Wagner, o André, que disputou a prefeitura e ver se é possível a gente deixar as diferenças de lado na questão da política nacional e fazer um grande generoso movimento de unir o Ceará para mudar e conseguimos", afirmou No evento, Ciro também rebateu a alegação de adversários de que ele seria representante do bolsonarismo no Ceará e disse que "mentira tem perna curta".
Ele afirmou que o discurso tem objetivo de distrair a população.
"Veja o que que eles querem fazer: distrair a população para que a gente não discuta aquilo que está em discussão", concluiu.
O apoio do PL a Ciro chegou a gerar um racha no partido - em junho, Michelle Bolsonaro afirmou ser contra o apoio a Ciro no primeiro turno por não considerá-lo de direita.
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