Entenda a paralisação dos garis que reduziu em 70% a frota de coleta de lixo em Cuiabá
Segundo a empresa, apenas 30% da frota está saindo da garagem nesta quarta-feira (26).
Prefeitura de Cuiabá/Assessoria Trabalhadores da Locar Saneamento Ambiental, empresa responsável pela coleta de resíduos em Cuiabá, fazem uma paralisação parcial desde a noite de terça-feira (25).
Segundo a empresa, apenas 30% da frota está saindo da garagem nesta quarta-feira (26).
Justiça determina distância de 50 metros e proíbe bloqueio de caminhões de lixo em Cuiabá Ao g1, a Prefeitura de Cuiabá informou que acompanha a situação e cobra uma solução para garantir a continuidade do serviço, considerado essencial à população.
O advogado Celso Correa, que representa os funcionários que integram a comissão, afirmou ao g1 que os trabalhadores enfrentam uma série de problemas trabalhistas e que parte das reivindicações apresentadas à Locar ainda não foi formalizada em um acordo.
Segundo ele, uma fiscalização do Ministério do Trabalho, realizada entre fevereiro e 3 de julho de 2025, identificou irregularidades nas condições de trabalho dos funcionários da Locar que atuavam nos contratos de Cuiabá e Várzea Grande. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Entre as irregularidades apontadas pelo advogado estão: suposta manipulação de cartões de ponto; falta de água potável; ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados; e falta de pontos de apoio para os trabalhadores.
Quais são as reivindicações? Os trabalhadores negociaram uma série de benefícios com a empresa por meio de uma comissão formada por oito funcionários.
Entre os itens acordados estão: vale-lanche de R$ 180 por mês; vale-refeição de R$ 1,1 mil; vale-combustível para todos os coletores.
Ao g1, a Locar afirmou que os benefícios já estão sendo cumpridos, embora o documento que formaliza o acordo ainda não tenha sido assinado pela comissão.
Em fevereiro, os funcionários também receberam reajuste salarial de 7,89%.
Com o aumento, o salário-base passou para R$ 1.903,13, além do adicional de insalubridade de 40%, segundo a empresa.
O novo impasse envolve o pedido de estabilidade de um ano para os integrantes da comissão.
Segundo a Locar, a reivindicação surgiu após as demais negociações e não fazia parte da pauta inicial.
A empresa afirmou que vai levar a questão à Justiça por entender que a estabilidade não tem previsão legal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.