CIA questionou alerta de Israel antes de Trump trocar de avião na Turquia
A relação entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu enfrenta nova pressão depois que a CIA demonstrou desconfiança sobre um alerta israelense de uma possível tentativa iraniana de assassinato do presidente dos EUA.
A CIA tinha "baixa confiança" na informação que motivou uma operação de segurança para retirar Trump de uma reunião da Otan no dia 8 de julho em Ancara, na Turquia. Mesmo assim, autoridades dos EUA decidiram agir diante do risco potencial, informou o jornal The Washington Post.
Trump deixou a cúpula em um avião militar após ser levado entre aeronaves em um caminhão de catering, segundo a imprensa dos EUA. O aviso atribuído a Israel apontava uma possível ameaça iraniana contra o presidente.
Uma fonte ouvida pelo Washington Post afirmou que o alerta se encaixava em um padrão mais amplo de informações israelenses. Parte das autoridades vê esses relatórios como tentativas de influenciar as decisões presidenciais, além de informar o governo.
Trump iniciou a guerra contra o Irã após receber de Israel uma avaliação de que Teerã estava perto de obter uma arma nuclear. Seis meses depois, ele ainda busca uma saída para o conflito, que afetou a economia mundial e reduziu sua popularidade interna.
O ex-diplomata americano Aaron David Miller avalia que a confiança israelense numa mudança de regime no Irã gerou ceticismo na CIA. Ele também afirmou que o Serviço Secreto dos EUA não poderia ignorar a ameaça, apesar das dúvidas da agência.
Netanyahu fez em julho sua oitava visita de Estado aos EUA, em um sinal de que o vínculo com Trump permanece forte. Os dois, porém, divergem sobre os ataques israelenses no Líbano e sobre um acordo de paz com o Irã.
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