“Câncer de cabeça e pescoço: diagnóstico tardio dificulta cura”
Cerca de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil são identificados apenas em estágios avançados, revelando um desafio persistente no combate à doença.
Essa alarmante estatística, destacada por um estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), aponta para a urgência de aprimorar a conscientização e os métodos de detecção precoce no país.
O diagnóstico tardio dos cânceres de cabeça e pescoço afeta cerca de 80% dos casos no Brasil, dificultando o tratamento e a cura.
A falta de sintomas iniciais, a desinformação e a confusão com outras doenças comuns contribuem significativamente para a identificação tardia.
Fatores de risco como o papilomavírus humano (HPV), tabagismo e consumo de álcool são cruciais, sendo a vacinação contra o HPV uma medida preventiva essencial.
“São vários fatores que explicam essa proeminência dos diagnósticos tardios no Brasil”, observa o cirurgião Renan Bezerra Lira, coordenador da pós-graduação em Cirurgia Robótica de Cabeça e Pescoço do Einstein Hospital Israelita.
Muitas vezes, não há sintomas significativos nos estágios iniciais da doença, o que pode fazer os tumores se desenvolverem silenciosamente.
“Além disso, há bastante desinformação ou falta de conscientização sobre essa doença tanto na população como entre profissionais de saúde”, completa Lira.
Esse cenário contribui para os pacientes demorarem a buscar atendimento.
Mesmo quando o fazem, muitas vezes não recebem a atenção adequada.
“Em muitos casos, os sintomas iniciais são confundidos com problemas de saúde mais simples, como dor de garganta, afta ou rouquidão”, afirma o médico Carlos Eduardo Santa Ritta Barreira, coordenador das Comissões de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).
O problema do diagnóstico tardio não ocorre só no Brasil, por isso a ciência tem buscado criar ferramentas que possibilitem identificar de maneira ágil formas agressivas de cânceres de cabeça e pescoço.
Um estudo publicado em março identificou possíveis biomarcadores de tumores de células escamosas que surgem nessa região.
Contudo, a melhora nos índices de diagnóstico não virá apenas da tecnologia: tem que passar também pela conscientização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.