Petrobras (PETR4) pode surpreender com dividendos de até US$ 4,2 bilhões no 3T26; veja projeções
Petrobras (PETR4) pode surpreender com dividendos de até US$ 4,2 bilhões no 3T26; veja projeções A Petrobras (PETR4) pode surpreender os investidores com uma distribuição de dividendos acima das expectativas do mercado no terceiro trimestre de 2026.
Segundo relatório do BTG Pactual divulgado nesta segunda-feira (19), a estatal deve anunciar proventos entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões, superando o consenso de analistas, que aponta para US$ 3,2 bilhões.
No cenário-base do banco, a distribuição deve ficar próxima de US$ 4 bilhões, valor 25% superior à estimativa média do mercado.
A projeção representa um dividend yield trimestral entre 2,4% e 2,7%, indicador que relaciona os proventos distribuídos ao valor de mercado da companhia.
A análise, assinada por Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, do BTG Pactual, mantém recomendação de compra para a Petrobras, classificada como uma das principais escolhas do banco.
A instituição considera que o mercado ainda não incorporou integralmente o crescimento da produção e a melhora dos resultados operacionais da estatal.
PETR4 pode apresentar Ebitda acima do consenso Além dos dividendos, o BTG projeta um resultado operacional superior às expectativas para a Petrobras no terceiro trimestre.
O banco estima Ebitda de aproximadamente US$ 20 bilhões, ante consenso de US$ 17,1 bilhões, uma diferença de cerca de 17%.
A projeção considera um intervalo entre US$ 19 bilhões e US$ 21 bilhões, dependendo do desempenho operacional e das condições de mercado.
Um dos principais fatores é o crescimento da produção de petróleo.
Segundo as estimativas do BTG, o volume produzido pela estatal alcançou aproximadamente 2,84 milhões de barris por dia no terceiro trimestre, ante 2,69 milhões no período anterior.
O avanço da produção deve compensar parcialmente a queda de aproximadamente 6% no preço médio do barril de petróleo Brent na comparação trimestral.
No segmento de exploração e produção, o banco estima Ebitda de US$ 16,6 bilhões.
Já em refino e comercialização, a projeção é de US$ 4 bilhões, sustentada pelas margens de refino, pelo volume de vendas e pelos efeitos das subvenções aos combustíveis.
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