B3 (B3SA3) movimenta mais de R$ 10 bilhões com nova ferramenta para títulos públicos
B3 (B3SA3) movimenta mais de R$ 10 bilhões com nova ferramenta para títulos públicos A B3 (B3SA3) movimentou R$ 1,5 bilhão no primeiro mês de funcionamento de uma nova ferramenta de negociação de títulos públicos .
A funcionalidade, desenvolvida para ampliar a liquidez no mercado de renda fixa, também esteve associada a outros R$ 8,9 bilhões em operações realizadas após os leilões, elevando para R$ 10,4 bilhões o volume negociado nos ativos participantes.
A novidade foi implementada no Trademate, plataforma eletrônica de negociação de renda fixa da bolsa brasileira, e é voltada às Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN-B), títulos públicos cuja rentabilidade está vinculada à inflação.
Segundo comunicado divulgado pela B3 nesta terça-feira (20), a ferramenta busca solucionar um dos desafios do mercado secundário de títulos públicos: a dispersão das negociações entre diferentes instituições e horários, que pode dificultar o encontro entre compradores e vendedores.
Como funciona a nova ferramenta da B3? A solução da B3 reúne ofertas de compra e venda de títulos públicos em horários previamente definidos, em um mecanismo semelhante a um leilão eletrônico.
Durante essas janelas, os participantes registram suas ordens na plataforma.
Ao final do período, o sistema identifica automaticamente o preço que permite executar o maior volume possível de negócios, divulgando o resultado aos investidores participantes.
A concentração das ofertas aumenta as possibilidades de negociação e contribui para a formação de preços mais representativos, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda .
“O mercado secundário de títulos públicos ainda é bastante fragmentado.
Quando conseguimos reunir compradores e vendedores em um mesmo momento, aumentamos a liquidez, facilitamos a execução dos negócios e melhoramos a formação de preços”, afirma Fernando Bianchini, superintendente de Produtos de Renda Fixa da B3.
A iniciativa conta com a participação de bancos, corretoras e formadores de mercado, instituições que contribuem para ampliar a quantidade de ofertas disponíveis e facilitar a realização das operações.
Negociações superam R$ 10 bilhões no primeiro mês O volume movimentado durante o primeiro mês de funcionamento mostra que os efeitos da ferramenta não ficaram restritos aos leilões.
Além dos R$ 1,5 bilhão executados diretamente nas sessões, foram negociados R$ 8,9 bilhões nos mesmos títulos após o encerramento das janelas de negociação.
Segundo a B3, os resultados indicam que o mecanismo também contribuiu para estimular a liquidez fora dos períodos de concentração das ordens, funcionando como referência para a formação de preços no mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.suno.com.br — o conteúdo pertence a Suno Notícias.