Mudança nas regras? Dana White apoia proposta para banir golpe polêmico do MMA
Uma das técnicas mais controversas do MMA pode estar com os dias contados. Isso porque Dana White, presidente do UFC, declarou apoio à iniciativa de Andy Foster, diretor da Comissão Atlética do Estado da Califórnia, para transformar os chutes oblíquos direcionados ao joelho em golpes ilegais no esporte . A proposta surgiu após o UFC 331, realizado no último sábado (19), em Los Angeles (EUA).
Durante a reunião da comissão após o evento, Foster afirmou que pretende discutir uma alteração nas Regras Unificadas do MMA para proibir os chamados 'lateral knee kicks' - popularmente conhecidos como pisões no joelho. Atualmente, a técnica é permitida pelas regras. A iniciativa, entretanto, ainda está em fase de discussão e não representa uma mudança oficial no regulamento.
Questionado sobre a proposta durante a coletiva de imprensa após o mais recente episódio do 'Contender Series', Dana White deixou clara sua posição favorável à ideia de Foster. Em poucas palavras, o mandatário do Ultimate - maior e mais importante evento de MMA do planeta - demonstrou apoio ao colega da Comissão Atlética da Califórnia.
"Escute, ele (Andy Foster) é o cara mais poderoso na comissão, em qualquer lugar do mundo, ele é o melhor. E nós não discordamos", declarou Dana White.
Durante anos, os chutes oblíquos no joelho foram classificados como um dos maiores vilões do MMA, muito por conta do seu potencial destrutivo. Os inesperados pisões de cima para baixo pegam muitos atletas despreparados e com a perna apoiada no solo, o que amplifica a possibilidade de lesões graves, especialmente nos ligamentos do joelho.
Dependendo do grau das lesões, um lutador pode ficar mais de um ano afastado de suas atividades - fato que contribui para o discurso de banimento dos pisões. O ex-campeão do UFC Quinton 'Rampage' Jackson, por exemplo, defende há bastante tempo que a técnica seja banida, enquanto nomes como Jon Jones e Ian Machado Garry já fizeram uso frequente do recurso em suas carreiras.
Por outro lado, há também quem defenda que o polêmico golpe siga no livro das Regras Unificadas do MMA. Para estes, o argumento de proteção à integridade física dos atletas vai de encontro com a própria essência da modalidade, que coloca frente a frente dois adversários com a missão de infligir o maior dano físico possível um no outro.
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