O El Niño de 2026 ficou tão forte que satélites colocaram seu Pacífico lado a lado com o evento histórico de 1997
Mapas da NASA mostram água mais elevada no Pacífico central e oriental, em padrão próximo ao de 1997, sem prever efeitos idênticos.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em outubro de 2026, mapas da NASA mostraram níveis do mar acima do normal no Pacífico equatorial central e oriental , em um desenho semelhante ao do El Niño de outubro de 1997. A comparação usa uma série de 35 anos de altimetria por satélite e revela um episódio intenso, mas não garante chuvas ou secas idênticas.
O fenômeno ocorre quando águas superficiais do Pacífico equatorial ficam mais quentes e os ventos alísios enfraquecem, permitindo que parte da água acumulada no oeste avance para leste. O calor provoca expansão da água e contribui para elevar o nível do mar nessas regiões.
As observações de altimetria também identificaram ondas equatoriais de Kelvin em 2026, que transportam anomalias de calor para o leste e favorecem o desenvolvimento do evento.
A comparação publicada pela NASA em 23 de outubro reuniu mapas das anomalias de altura da superfície oceânica, com quatro informações essenciais:
O El Niño de 2015-2016 também foi muito forte, mas a distribuição das anomalias não reproduziu completamente a observada nos outros dois episódios.
Não necessariamente. A posição do aquecimento, a intensidade dos ventos e a resposta da atmosfera influenciam onde o El Niño altera os padrões de chuva. Em 1997–1998, houve chuvas intensas na Califórnia, mas isso não significa que o episódio atual repetirá a mesma distribuição.
Segundo a NASA, 2026 se desenvolveu mais rapidamente do que 1997. Mesmo com o mar exibindo características semelhantes em outubro, a previsão de consequências regionais continua sujeita à variabilidade atmosférica.
Em 8 de outubro, a NOAA indicou probabilidade superior a 83% de um El Niño forte a muito forte até o trimestre de janeiro a março de 2027. A avaliação combina:
A série de altimetria permite observar como a distribuição de água quente mudou entre diferentes eventos . As missões TOPEX/Poseidon e Sentinel-6, usadas nos mapas de 1997 e 2026, ajudam a comparar essas alterações com métodos consistentes.
O sinal oceânico aponta para um El Niño poderoso e potencialmente comparável aos grandes episódios passados. Ainda assim, mapas semelhantes não são previsões automáticas de enchentes, estiagens ou temperaturas: os impactos dependerão da evolução conjunta do oceano e da atmosfera.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.