EUA incluem Brasil em lista de países usados para triangulação de produtos chineses
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O governo de Donald Trump incluiu o Brasil em uma lista de mais de 40 países que, segundo a Casa Branca, apresentam risco elevado de serem utilizados para o chamado "transshipment" (transbordo) ilegal. O termo se refere à passagem de mercadorias de um determinado país por terceiros antes de entrar nos Estados Unidos para evitar tarifas ou outras medidas comerciais.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (13), a Casa Branca classificou o Brasil no segundo de três níveis de países que fariam parte do que o documento chama de "Shadow Transshipment Network", ou "rede paralela de transbordo".
Segundo o governo americano, o nível 2 reúne países com volumes significativos de transbordo e maior integração com cadeias de fornecimento, plataformas industriais, sistemas logísticos ou rotas de redirecionamento ligadas à China . Além do Brasil, integram a categoria Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã.
O documento afirma especificamente que Brasil e Turquia funcionam como "plataformas regionais maiores de produção e logística capazes de sustentar redirecionamentos ou alegações de transformação em determinadas categorias de produtos".
O nível 1 é composto pelos chamados "líderes diversificados de grande escala": países e blocos comerciais que respondem por grandes volumes absolutos de mercadorias ligadas à China, ao mesmo tempo em que mantêm bases industriais diversificadas e grandes plataformas de exportação destinadas aos Estados Unidos, como Canadá, União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Taiwan.
O nível 3 reúne economias menores que, segundo a Casa Branca, apresentam volumes mais baixos de transshipment ilegal, mas possuem características que podem facilitar o redirecionamento de produtos ligados à China. É o grupo que reúne o maior número de países e inclui, entre outros, Camboja, Laos e Panamá.
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O relatório define como produtos "ligados à China" mercadorias que não são necessariamente declaradas como de origem chinesa ao entrar nos Estados Unidos, mas que apresentam indícios de origem econômica, controle ou conteúdo chinês.
Entre os elementos considerados estão componentes produzidos na China, propriedade ou financiamento chinês, relações com fornecedores ou fabricantes chineses, etapas de produção realizadas no país ou histórico das rotas comerciais.
A Casa Branca afirma que o transshipment pode envolver montagem ou processamento limitado, troca de etiquetas, reembalagem, emissão de novas faturas ou alterações de documentação destinadas a criar a aparência de uma origem nacional diferente para a mercadoria.
O próprio relatório ressalva, porém, que a redução das importações americanas diretamente da China e o aumento da participação de terceiros países não demonstram, por si só, que todo esse deslocamento corresponda a transshipment ilegal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.