quarta-feira, 23 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Como foram discursos de Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU Sem tela: Apple projeta novo vestível focado apenas em saúde Elite do Vale do Silício lança escola para substituir faculdade Óculos e broches com IA reabrem debate global sobre privacidade Meta deve lançar óculos sem câmera em meio a críticas por privacidade. Ameaça global: na ONU, criadores alertarão para IA fora de controle Robô-guia usa tecnologia para ajudar deficientes visuais a andar na rua O que é nova IA criada por jovem de 23 anos e que já vale bilhões nos EUA Microsoft concederá à Darpa acesso direto a sistema de computação quântica nos EUA Boeing e GoGo testam drone militar conectado via satélite em desafio à Starlink Como foram discursos de Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU Sem tela: Apple projeta novo vestível focado apenas em saúde Elite do Vale do Silício lança escola para substituir faculdade Óculos e broches com IA reabrem debate global sobre privacidade Meta deve lançar óculos sem câmera em meio a críticas por privacidade. Ameaça global: na ONU, criadores alertarão para IA fora de controle Robô-guia usa tecnologia para ajudar deficientes visuais a andar na rua O que é nova IA criada por jovem de 23 anos e que já vale bilhões nos EUA Microsoft concederá à Darpa acesso direto a sistema de computação quântica nos EUA Boeing e GoGo testam drone militar conectado via satélite em desafio à Starlink
Últimas

Ocos de umburana funcionam como refúgio para até 98 anfíbios durante a seca na Caatinga, revela estudo

G1 ·
Ocos de umburana funcionam como refúgio para até 98 anfíbios durante a seca na Caatinga, revela estudo

Umburana (Amburana cearensis) Jaqueiuto Silva Um estudo publicado na revista científica Ecosphere, da Ecological Society of America, revelou uma função até então pouco conhecida das umburanas na Caatinga: seus ocos funcionam como verdadeiros refúgios para anfíbios durante a estação seca.

Os pesquisadores encontraram 475 indivíduos de seis espécies diferentes reunidos dentro das cavidades das árvores.

Em um único oco, chegaram a ser registrados 98 animais.

A descoberta ajuda a responder uma pergunta que intrigava os cientistas: para onde vão os anfíbios quando as chuvas somem e a Caatinga atinge o auge da seca.

Já era sabido que parte deles se enterra no solo para sobreviver ao período mais árido, mas o novo estudo mostra que os ocos das umburanas também têm papel decisivo nessa sobrevivência.

De acordo com a pesquisa, o interior dessas cavidades apresenta condições bem diferentes das encontradas do lado de fora: a temperatura interna é, em média, 5,43°C mais baixa, enquanto a umidade chega a ser 15% maior. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Um achado que veio de uma planilha A descoberta começou de forma quase acidental, durante trabalhos de consultoria em atividades de resgate de fauna que antecediam a supressão de vegetação para a instalação de empreendimentos na região.

"A percepção inicial veio quando recebi o material dos biólogos de campo, que ficam no resgate de fauna.

Eles me mandavam os dados na planilha e o que chamou atenção foi a quantidade de indivíduos por oco.

Percebi que tinha muitos indivíduos para um registro só, foi quando entrei em contato com quem estava em campo perguntando de onde vinha aquilo", conta o biólogo Jaqueiuto Silva, um dos autores do estudo.

"A partir do terceiro registro foi que chamou mais atenção ainda, por conta dessa relação sempre aparecer em árvores de umburana." A perereca-de-capacete (Corythomantis greeningi) foi uma das espécies encontradas nos ocos sandres/iNaturalist O fenômeno se repetiu em mais de um empreendimento, e chamou atenção também pela diversidade de espécies encontradas dividindo o mesmo espaço.

"As espécies são muito diferentes na biologia.

Tinha perereca, que é de um grupo mais arborícola, e tinha sapo, que não são conhecidos por escalar, é isso que chama atenção", explica o pesquisador.

Mais intrigante ainda: entre as espécies reunidas nos ocos, há uma que secreta pela pele uma substância tóxica capaz de matar outras espécies quando entram em contato.

"A hipótese que a gente tem é que, quando estão nessa situação que precisam se agregar, elas relaxam, deixam de ser territorialistas e passam a ser mais sensíveis à cooperação", afirma Silva.

Ler a notícia completa no G1 ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

Mais de G1

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›