Ações de educação têm risco-retorno atrativo e Cogna é destaque, avalia XP
A XP iniciou a cobertura do setor de educação com uma visão construtiva, avaliando que a relação entre risco e retorno segue atrativa mesmo diante das incertezas regulatórias que cercam o ensino a distância (EAD).
Segundo o relatório assinado pelo analista Gustavo Tiseo, a principal escolha da casa para o segmento é a Cogna ( COGN3 ).
A avaliação positiva da XP se apoia em cinco pilares principais.
Entre eles estão a conclusão dos processos de reestruturação de custos pela maior parte das companhias, o foco crescente na geração de caixa, valuations considerados atrativos, a percepção de que os riscos regulatórios já estão amplamente precificados pelo mercado e a adoção de políticas de distribuição de dividendos por parte das empresas do setor.
Leia também B3: 3ª prévia do Ibovespa inclui ações da Tenda e retira PetroReconcavo e SLC Os cinco ativos com maior peso na composição da primeira prévia do índice foram: Vale ON (11,864%), Itaú Unibanco PN (8,489%), Petrobras PN (7,660%), Axia ON (4,875%) e Petrobras ON (4,698%) De acordo com o relatório, o setor deixou para trás uma década marcada por ajustes decorrentes da redução da dependência do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Após esse período, as empresas passaram a concentrar esforços em rentabilidade, desalavancagem financeira e fortalecimento da geração de caixa.
A XP estima que a maior parte das companhias listadas de educação deverá apresentar rendimento de fluxo de caixa livre (FCF yield) próximo de 20% em 2026.
Para os analistas, esse desempenho reforça a capacidade do segmento de remunerar acionistas e sustentar investimentos mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Apesar dessa evolução operacional, as ações das empresas de educação acumulam queda média de 15% no ano.
Segundo a XP, o desempenho reflete preocupações dos investidores com as mudanças regulatórias relacionadas ao EAD e com a deterioração das condições macroeconômicas.
Entre os fatores que pesam sobre a percepção do mercado estão o risco de desaceleração da atividade econômica e o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras.
Conforme destacado pela corretora, a dívida das famílias superava 80% em julho de 2026, o que pode limitar a demanda por cursos de ensino superior.
Ainda assim, a XP acredita que as avaliações atuais das empresas já incorporam um cenário bastante conservador.
O relatório aponta que o setor negocia, em média, a cerca de cinco vezes o lucro estimado para 2027, múltiplo considerado atraente diante da geração de caixa projetada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.