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Para que formar pesquisadores se faltar pesquisa

Campo Grande News ·

Acontrovérsia sobre as Bolsas Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE), da Fapesp, foi tratada como uma escolha entre internacionalizar estudantes e conter despesas.

A fundação ajustou as regras e anunciou chamadas para iniciação científica e mestrado.

O conflito imediato perdeu força.

Mas a pergunta que ele revelou continua sem resposta: para que formar mais pesquisadores se, depois, faltarem recursos para que façam pesquisa? Segundo a Fapesp, as despesas com bolsas chegaram a representar 58% de seu orçamento em junho de 2026, diante de uma média histórica de 35%.

Entre 2023 e 2025, o número de bolsas contratadas cresceu 73%, de 7.610 para 13.180.

O de auxílios a projetos aumentou apenas 3,7%; as bolsas no exterior cresceram 52%.

A primeira cifra é uma fotografia de um mês, enquanto as demais comparam concessões em dois anos.

Nenhuma delas estabelece, sozinha, a proporção ideal.

Juntas, mostram por que a fundação teme perder capacidade de financiar projetos ambiciosos.

A pergunta, portanto, não é se bolsas são importantes.

Evidentemente são.

É quanto podemos ampliar a formação sem ampliar, ao mesmo tempo, os projetos, a infraestrutura e as equipes em que esses pesquisadores trabalharão.

Formamos mestres e doutores, enviamos estudantes ao exterior e celebramos sua qualificação.

Mas o que encontrarão ao regressar se os laboratórios não dispuserem de reagentes, equipamentos, pessoal técnico e financiamento estável? Não existe pesquisador sem formação.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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