Discord reconhece que não identificou, a tempo, risco na transmissão ao vivo que terminou com morte de menina de 13 anos
O Discord reconhece que não identificou, a tempo, risco na transmissão que terminou com a morte de uma menina de 13 anos O Discord reconheceu que seus sistemas não identificaram, a tempo, o risco na transmissão ao vivo que terminou com a morte de uma menina de 13 anos.
As lives da plataforma estão suspensas até que a empresa prove que adotou medidas para proteger crianças e adolescentes.
A afirmação está em um documento enviado pelo Discord ao Ministério da Justiça durante o processo que levou à suspensão das atividades ao vivo em servidores privados.
Na semana passada, a Agência Nacional de Proteção de Dados cobrou explicações da plataforma sobre a morte da adolescente ameaçada e induzida a cometer automutilação e suicídio durante uma live. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No documento enviado ao governo, o Discord admitiu que o sistema de proteção não detectou a gravidade do caso e que só derrubou o servidor responsável pela transmissão 25 minutos depois de a Polícia Civil emitir o primeiro alerta de risco iminente de morte ou lesão corporal.
Foram quase duas horas entre o início e a derrubada da live.
A transmissão começou às 2h20 de 22 de julho.
Segundo o Discord, a primeira comunicação da polícia foi às 3h50, e a retirada do servidor ocorreu às 4h15.
Discord reconhece que não identificou, a tempo, risco na transmissão ao vivo que terminou com morte de menina de 13 anos Jornal Nacional/ Reprodução O Discord afirmou que só "após revisão posterior ao incidente foram identificados elementos associados a um ecossistema mais amplo de alto dano”; que “no momento do incidente, os sinais disponíveis foram processados, mas não geraram alerta com nível de confiança suficiente para aplicação automatizada”.
A detecção de risco nas lives do Discord é feita por inteligência artificial.
Quando o risco atinge determinado nível, o sistema emite alertas para que equipes de moderação atuem.
Na live que levou à morte da adolescente, segundo o Discord, os registros internos mostraram uma pontuação de risco de 0,12, ao passo que o limiar aplicável para identificação automatizada era de 0,95.
A empresa disse que "esse resultado está sendo reexaminado, inclusive para avaliar possíveis aprimoramentos nos critérios de priorização, na sensibilidade dos modelos e no equilíbrio entre capacidade de detecção e incidência de falsos positivos".
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