Amazonas registra maior número de mortes de crianças indígenas no país, aponta relatório do Cimi
Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Cimi, apresenta o relatório.
Matheus Santos/Rede Amazônica O Amazonas registrou 306 mortes de bebês e crianças indígenas de até quatro anos em 2025, o maior número entre os estados brasileiros, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
O levantamento aponta que, em todo o país, 1.024 crianças indígenas nessa faixa etária morreram no ano passado.
No Amazonas, o número representa quase um terço do total nacional.
O número de mortes de crianças indígenas no país aumentou em relação a 2024, quando foram registrados 922 óbitos.
O Amazonas aparece à frente de Roraima, que teve 158 mortes, e Mato Grosso, com 123.
De acordo com o relatório, 586 mortes registradas no país, o equivalente a 57% do total, ocorreram por causas consideradas evitáveis.
Entre elas estão gripe e pneumonia, que provocaram 104 mortes; doenças infecciosas intestinais, responsáveis por 85 óbitos; e desnutrição, que causou 32 mortes. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O documento faz parte do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025, divulgado em Brasília.
A publicação reúne informações sobre diferentes formas de violência e violações contra povos indígenas no país.
Os dados foram levantados pelo Cimi a partir de informações de comunidades indígenas, órgãos públicos e veículos de comunicação, além de bases oficiais de saúde.
Agora no g1 Assassinatos e suicídios de indígenas no Amazonas Além da mortalidade infantil, o Amazonas também apresentou o maior número de suicídios entre indígenas em 2025.
Foram 77 casos, segundo o Cimi.
O estado ficou à frente de Mato Grosso do Sul, com 42, e Roraima, com 37.
No Brasil, foram registrados 215 suicídios de indígenas no ano passado.
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