Concierge do PCC: STF mantém prisão de elo da facção com máfia italiana
Willian Barile Agati , apelidado pela Polícia Federal ( PF ) de “ concierge do Primeiro Comando da Capital ( PCC )”, teve habeas corpus negado pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal ( STF ).
Com a decisão, dessa quarta-feira (26/8), ele segue preso preventivamente.
Investigações apontam que Agati foi o responsável por conectar a alta cúpula da facção a compradores de drogas no exterior, em especial a máfia italiana ‘Ndrangheta , utilizando contatos na Europa para intermediar a exportação de cocaína .
A defesa nega as acusações .
O “concierge” também é acusado de ter operado uma rota marítima para o transporte da droga que partia do Porto de Paranaguá, no Paraná, com destino ao Porto de Valência, na Espanha.
A cocaína era ocultada em cargas legítimas de exportação de produtos agrícolas.
Além do mar, Agati ainda gerenciava uma rota aérea entre o Brasil e a Bélgica.
Segundo a PF, o acusado fornecia aviões privados adaptados para o transporte de grandes quantidades de entorpecentes entre a América e a Europa.
2 imagens Fechar modal.
1 de 2 Concierge do PCC ligou máfia paulista à máfia italiana Gui Primola/Arte/Metrópoles 2 de 2 À esq.
Marcola, apontado como líder do PCC, e à dir.
Willian Barile Agati, conhecido como o “concierge do crime do PCC” Reprodução/Arte Metrópoles O “concierge playboy” Agati teria sido escolhido pelo PCC pela possibilidade de circular pela alta sociedade e pelas potenciais relações com pessoas influentes.
O disfarce de um empresário de sucesso justificava o padrão de vida luxuoso e permitia a movimentação de quantias bilionárias em contas bancárias sem levantar suspeitas imediatas.
Ele movimentou cerca de R$ 2 bilhões entre 2017 e 2024, segundo a PF .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.