Ordem de interdição ameaça moradia de 128 acolhidos em hotel social de SP
A Defensoria Pública do Estado de São Paulo enviou um ofício à Justiça pedindo explicações da gestão Ricardo Nunes (MDB) pela interdição de um hotel social na Rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo .
O acolhimento, que abriga 128 pessoas em situação de vulnerabilidade social , teve o auto de licença de funcionamento indeferido em 24 de julho, segundo publicação no Diário Oficial do município.
3 imagens Fechar modal.
1 de 3 Hotel Curitiba tem 128 vagas para pessoas em situação de vulnerabilidade social Gabrielle Gonçalves/Metrópoles 2 de 3 Equipamento oferece refeições aos acolhidos 3 de 3 Gabrielle Gonçalves/Metrópoles Em março, o Hotel Curitiba já havia sido alvo de tentativa de fechamento por parte da prefeitura, mas uma liminar expedida pela 14ª Vara de Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ), determinou que o município se abstivesse de promover o encerramento, a redução de vagas ou a descontinuidade do atendimento.
A decisão também contemplava o Núcleo de Acolhida São Leopoldo, no Belenzinho, zona leste da capital.
O que a Defensoria Pública quer entender com o ofício é se há motivação para a interdição ou se houve descumprimento da liminar.
Desde dezembro de 2025, o órgão acompanha a redução no número de equipamentos de assistência à população em situação de rua em São Paulo .
Em resposta à decisão liminar, a gestão Ricardo Nunes (MDB) informou à Justiça que a intenção de desmobilizar o Hotel Curitiba não teria sido motivada por um desejo de reduzir vagas ou encerrar a parceria com a Associação Comunitária de São Mateus (ASCOM), organização da sociedade civil (OSC) responsável pela gestão do espaço.
Mas sim “pelo dever de zelar pela segurança e dignidade dos próprios usuários”.
De acordo com a administração municipal, o endereço do hotel seria “um ponto de intensa atividade criminal”.
Um relatório da Polícia Civil adicionado pelo município aos autos diz que, entre 2025 e o início de 2026, foram registrados três ocorrências de tráfico de drogas e roubo a transeunte em frente ao hotel e furtos e ameaças no interior e nas imediações do estabelecimento.
A motivação, no entanto, é contestada por residentes e pela própria Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
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