Cão de assistência ajuda advogada a sair do isolamento na depressão
Chegar em casa e ter um cachorro esperando na porta, pedindo atenção e querendo brincar faz diferença no humor e na disposição de muita gente.
Em alguns casos, porém, esse vínculo vai além da companhia e passa a fazer parte do próprio cuidado com a saúde.
É o caso da advogada Mariella Mendes Tedde, de 59 anos, que encontrou no filhote Luca, de sete meses, um apoio no tratamento da depressão.
Moradora de São Paulo, casada e mãe de uma filha, Mariella convive com a doença há mais de uma década.
Ela descreve o quadro como um processo que vai além da tristeza.
“É algo que minava minha energia e minha vontade de viver.
Cheguei a não conseguir sair nem da cama”, conta.
Com o agravamento dos sintomas, surgiu a necessidade de buscar novas formas de apoio além do tratamento médico.
Foi então que ela decidiu procurar um cão de assistência .
“Eu estava em um ponto crítico.
Precisava encontrar uma maneira de voltar à vida.
Quando conheci o Luca, percebi que poderia ser mais do que um animal de estimação.
Poderia ser uma parceria”, diz.
O filhote é da raça Australian Cobberdog, escolhida justamente por características que favorecem esse tipo de trabalho , como temperamento mais estável, facilidade de aprendizado e disposição para interação.
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