Cuba condena extensão do bloqueio dos EUA até setembro de 2027: ‘asfixia nação inteira’
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, condenou veementemente a decisão do governo dos Estados Unidos de estender o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha por mais um ano. Nas redes sociais nesta terça-feira (25/08), o chanceler descreveu a medida como “genocida” ao reiterar que ela tem sido mantida contra o povo cubano por mais de seis décadas” e, agora, pretende sufocar ainda mais o país caribenho.
“A renovação da chamada Lei de Comércio com o Inimigo até setembro de 2027 não é um ato administrativo menor, mas é a confirmação de que Washington persiste com o objetivo de asfixiar uma nação inteira. Essa extensão chegou no momento mais cruel da ofensiva dos EUA contra Cuba em anos”, afirmou.
#Cuba condena en los términos más enérgicos la extensión por un año más del bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por el gobierno de Estados Unidos, una política genocida que se mantiene contra nuestro pueblo por más de seis décadas.
A reação do diplomata cubano responde à prorrogação ordenada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que estendeu o cerco contra a ilha até a data mencionada.
“Determino que o exercício contínuo desses poderes em relação a Cuba por um ano é do interesse nacional dos Estados Unidos… Estendo por um ano, até 14 de setembro de 2027, o exercício de tais poderes em relação a Cuba, conforme estabelecido no Regulamento de Controle de Bens de Cuba, 31 C.F.R. Parte 515″, diz um documento divulgado no mesmo dia pela Casa Branca.
O arcabouço das sanções imperiais tem seus antecedentes em 1960, quando Washington estabeleceu as primeiras restrições em resposta à nacionalização das propriedades de empresas norte-americanas após o triunfo da Revolução Cubana em 1959. A medida, então, foi endurecida em 1962 até se tornar um bloqueio comercial quase total, que depois foi codificado e aplicado por meio de instrumentos legais como a Lei Helms-Burton de 1996.
Apesar desta lei enfrentar rejeição da comunidade internacional, ela permanece em vigor por mais de seis décadas.
Por sua vez, as autoridades cubanas atribuem esse cerco financeiro, comercial e tecnológico, somado ao bloqueio energético intensificado desde janeiro deste ano, por ordem de Trump, a principal causa das escassez sofridas pela população cubana. Somente neste ano, foram seis rodadas de embargos adicionais à ilha caribenha.
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