Forças curdas da Síria anunciam dissolução e integração com Exército nacional
“Anunciamos hoje o fim da missão das Forças Democráticas Sírias e declaramos, com total responsabilidade, sua dissolução como força militar independente”, formalizou Abdi em um discurso televisionado no palácio presidencial em Damasco.]
As FDS já controlaram uma zona autônoma no nordeste da Síria, mas perderam a maior parte da área em janeiro durante uma ofensiva relâmpago das tropas governamentais. Desta forma, o grupo assinou um acordo para se unir ao exército sírio, deixando de operar de forma independente.
“Desde a criação das FDS, seus combatentes assumiram uma grande responsabilidade durante um dos períodos mais difíceis. Eles libertaram muitas cidades e vilas sírias. Hoje, as circunstâncias mudaram, e o país entrou em uma nova fase caracterizada pela paz e pela participação”, acrescentou.
Forças curdas da Síria anunciam dissolução após se fundirem com o Exércio do governo Wikimedia Commons/Voice of America in Kurdish
As FDS, formadas em 2015, já foram o principal parceiro dos Estados Unidos na Síria enquanto combatiam o Estado Islâmico. Mas após a queda do presidente sírio Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, Washington formou estreitou laços com o novo governo liderado pelo presidente interino sírio Ahmed al-Sharaa, líder da oposição que derrubou al-Assad.
Em uma nota, Abdi disse que o presidente sírio al-Sharaa reconheceu a “preservação do nosso direito à educação na língua curda”, acrescentando que trabalharão para implementar “educação em língua curda durante o ano atual”.
Pela plataforma X, o embaixador dos Estados Unidos na Turquia e enviado especial para a Síria e o Iraque, Tom Barrack, elogiou a decisão e a “liderança visionária [que] abriu caminho para a integração ordenada das FDS nas instituições estatais sírias”.
“Reconhecer a língua curda na educação e garantir papéis substantivos para nossos valiosos parceiros Mazloum Abdi e Ilham Ahmed dentro do governo sírio presta o devido respeito à sua liderança, aos sacrifícios de nossos parceiros curdos e à contribuição construtiva que deram à estabilidade regional — transformando as separações de ontem no propósito compartilhado de amanhã”, escreveu.
No dia anterior, o Departamento de Estado norte-americano removeu formalmente a Síria de sua lista de “Estados patrocinadores do terrorismo”. A mudança ocorreu após o restabelecimento formal das relações diplomáticas entre Washington e Damasco em 2025, que começou após a visita oficial de Al-Sharaa a Donald Trump na Casa Branca em novembro daquele ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.