Lula x Flávio: dívida, impostos e privatizações expõem dois planos opostos para a economia
Os planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro desenham caminhos distintos para a economia brasileira a partir de 2027.
O Radar Econômico comparou as propostas dos dois candidatos em alguns dos temas com maior impacto para empresas, investidores e contas públicas.
Fiscal Lula propõe manter o atual arcabouço fiscal.
O plano fala em melhorar as contas públicas com crescimento da economia, controle da expansão das despesas, aumento de eficiência e redução de benefícios e privilégios tributários.
O documento não apresenta, porém, uma agenda de cortes de gastos nem novas regras para conter despesas obrigatórias.
O programa registrado também deixou de fora medidas mais duras que a equipe econômica vem apresentando a investidores.
Em reuniões com BTG, XP, Itaú Unibanco e Necton, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu reduzir de 2,5% para 1,5% o limite de crescimento real das despesas no início de um eventual quarto mandato de Lula, além da criação de novos gatilhos para conter gastos obrigatórios.
Segundo relatos, Durigan afirma nesses encontros que fala em nome do presidente.
Nenhum desses parâmetros aparece no plano de governo.
Do lado de Flávio ocorre movimento semelhante.
O documento oficial propõe substituir o atual arcabouço por uma regra voltada à estabilização e posterior redução da dívida em relação ao PIB, além de prever superávits primários, controle de despesas discricionárias, redução de pelo menos dez ministérios e corte de gastos administrativos.
Continua após a publicidade Mas também ficaram fora do plano as propostas mais detalhadas apresentadas pela equipe econômica a investidores.
Entre elas estão um ajuste equivalente a 1,5% do PIB e uma regra que poderia congelar o crescimento real das despesas com dívida acima de 80% do PIB, limitar o aumento do gasto a 50% do crescimento da receita com dívida entre 75% e 80% e permitir 70% abaixo de 75%.
A diferença, portanto, não está apenas no grau de detalhamento — baixo nos dois documentos —, mas na direção indicada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.