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Ministro israelense defende matar "30 a 40" palestinos por noite

UOL Notícias ·
Ministro israelense defende matar "30 a 40" palestinos por noite

Ministro israelense defende matar "30 a 40" palestinos por noite - Chefe de ministério que controla polícia israelense, Itamar Ben Gvir defendeu publicamente o assassinato de "30 a 40 pessoas" a cada noite em Gaza. Em breve, ministro pode ter poderes expandidos na Cisjordânia.O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defendeu publicamente o assassinato de "30 a 40 pessoas" a cada noite em Gaza, em um podcast de Rom Braslavski, ex-refém do Hamas na Faixa.

"Acho que deveriam ser realizados assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas a cada noite. Não apenas quem representa uma ameaça imediata; há pessoas lá que não merecem viver. Não deveriam viver. Nem sequer são pessoas", disse Ben Gvir, que na condição de chefe da pasta de Segurança Nacional, controla a polícia israelense e o serviço prisional do país.

Na entrevista, que foi ao ar ao vivo na noite de sábado (15/08), o próprio Braslavski pediu para que ele mesmo recebesse permissão para executar palestinos. "Tenho um pedido pessoal e estou olhando diretamente nos seus olhos, honrado ministro", disse Braslavski a Ben Gvir, enquanto o entrevistava no seu podcast. "Deixe que eu seja aquele que os enforca. Não quero uma corda; quero um botão. Com minhas próprias mãos, executarei cada terrorista no Estado de Israel."

Ben Gvir respondeu: "Moverei céus e terra para fazer isso acontecer. Prometo a você que tentarei mover céus e terra para que isso ocorra."

Durante o ataque do Hamas em 7 de outubro, membros do grupo mataram 1.200 pessoas, segundo autoridades israelenses, e tomaram mais de 250 reféns que foram levados para Gaza, onde foram mantidos em condições precárias, com muitos relatando terem sofrido abusos em cativeiro.

No podcast, intitulado 8 de Outubro, o radical de direita Ben Gvir, afirmou ainda que não concorda com a decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de ter reduzido os ataques em Gaza como parte de concessões ao 'plano de paz' promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Além disso, Ben Gvir defendeu a "migração em massa de palestinos" em Gaza para colonizar a Faixa com assentamentos judaicos, uma proposta que já no passado foi qualificada por diversos organismos internacionais como uma tentativa de "limpeza étnica".

"Considero que toda Gaza é nossa (...) Deveríamos ter assentamentos não apenas em Gush Katif (a colônia israelense na Faixa desmantelada em 2005), mas em toda Gaza, incentivando a maior emigração possível, enviando-os para seus países de origem, e para os terroristas, nada de emigração, nada, simplesmente matá-los um a um", afirmou Ben Gvir.

Embora não tenha autoridade sobre das Forças de Defesa de Israel (FDI) para ordenar ações em Gaza, Ben Gvir caminha para expandir sua influência em outro território palestino: a Cisjordânia

Caso a medida avance, questões de segurança passariam a estar diretamente sob a tutela do ministério de Ben Gvir.

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