Efeito Casas Bahia: Fundo imobiliário despenca e Allos (ALOS3) entra no radar após RJ; veja a avaliação dos analistas
O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia ( BHIA3 ) adicionou uma nova camada de preocupação para investidores do mercado imobiliário .
Embora os holofotes estejam voltados para credores, fornecedores e acionistas da varejista, alguns fundos imobiliários também aparecem no radar devido à exposição à companhia.
Entre os casos mais emblemáticos está o HSI Logística ( HSLG11 ).
Segundo relatório recente da Empiricus Research , a Casas Bahia responde por cerca de 30,9% da receita contratada do fundo, tornando-se o principal locatário e o maior risco de crédito da carteira.
Apesar de o fundo seguir com vacância física zerada, inadimplência líquida de 0% e distribuição mensal de R$ 0,75 por cota, a concentração na varejista levou a Empiricus a adotar uma postura cautelosa em relação ao ativo.
“O principal ponto de atenção está na concentração de receita no Grupo Casas Bahia, responsável por aproximadamente 31% da receita do FII”, destacam os analistas Caio Araujo e João Henrique Gambier no relatório.
Na avaliação da casa, o risco existe, mas não necessariamente significa uma deterioração estrutural da operação.
Isso porque os imóveis ocupados pela Casas Bahia estão localizados próximos a grandes centros consumidores e inseridos em regiões com demanda logística consolidada, fator que pode facilitar uma eventual substituição da locatária ou a absorção dos espaços por novos inquilinos.
A própria gestão do fundo trabalha para reduzir essa dependência.
Segundo a Empiricus, novas sublocações em imóveis localizados em Contagem (MG) e São José dos Pinhais (PR) poderiam reduzir a participação da Casas Bahia na receita do fundo de cerca de 31% para próximo de 19%.
Ainda assim, o cenário foi suficiente para que a casa mantivesse uma recomendação conservadora para o ativo.
“Apesar de enxergarmos o fundo como descontado, a elevada exposição da receita ao Grupo Casas Bahia reduz a atratividade da tese neste momento”, afirmam os analistas.
Nesta segunda-feira (17), após a notícia do pedido de RJ, o FII chegou a recuar mais de 5% no bolsa brasileira.
No pregão de hoje, a queda continua e já chega a quase 10%.
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