Governo Trump anuncia medidas do ‘Dia D econômico’ contra Irã; entenda
O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent , anunciou nesta segunda-feira, 24, o “ Dia D econômico ” contra o Irã , uma campanha dos Estados Unidos para mutilar a economia iraniana após quase seis meses de guerra.
Segundo o representante da ala econômica do governo do presidente Donald Trump , Washington sancionará mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações em todo o mundo que permitem ao Irã desenvolver tecnologia nuclear e de mísseis.
“Na Segunda Guerra Mundial, o Dia D marcou o início histórico de uma campanha com nossos aliados para atacar o inimigo e expulsá-lo de suas posições, inclusive daquelas em terceiros países.
Hoje, com esse mesmo espírito, estamos lançando uma ofensiva econômica contra as conexões financeiras do Irã ao redor do mundo”, disse Bessent.
O secretário americano declarou ainda que o Tesouro iria “apertar o cerco” e adotar uma abordagem de “vazamento zero” para cortar as receitas que financiam a economia iraniana.
Os países que permitirem que entidades “facilitem a lavagem de dinheiro em nome do Irã” serão “expulsos do sistema do dólar”, advertiu Bessent, acrescentando que “a contagem regressiva já havia começado”.
Continua após a publicidade + O que Trump quer com a ‘guerra econômica’ contra o Irã? Antes de detalhar a “guerra econômica” do governo Trump, o secretário escreveu em um artigo para o jornal Financial Times que será “a maior ofensiva financeira já mobilizada contra um adversário”, com objetivo de “cortar todas as linhas de vida econômicas que sustentam o regime tirânico” da república islâmica.
Continua após a publicidade No domingo 23, Bessent publicou em sua conta no X (ex-Twitter) que as novas sanções seriam impostas depois dos Estados Unidos “desmantelaram as capacidades militares do Irã, destruíram quase 100% de suas fábricas militares e enterraram seu programa nuclear”.
Resposta iraniana O Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, advertiu que os países que aderirem à campanha de “guerra econômica” contra a república islâmica promovida pelos Estados Unidos podem enfrentar “consequências” .
“As advertências necessárias definitivamente já foram apresentadas, porque qualquer cumplicidade com os Estados Unidos na execução de suas ações agressivas contra o Irã terá, sem dúvida, suas próprias consequências”, afirmou o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei , a jornalistas.
Continua após a publicidade Já o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei , declarou que o apoio de qualquer país às novas medidas econômicas dos Estados Unidos será considerado um “ato de guerra” .
Ele também afirmou que o regime dará uma resposta “sísmica” a Trump.
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