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Diáspora israelense se mobiliza: eleitores que vivem no exterior vão retornar ao país apenas para votar

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Diáspora israelense se mobiliza: eleitores que vivem no exterior vão retornar ao país apenas para votar

Os israelenses votarão nas eleições parlamentares de 27 de outubro. Trata-se do primeiro pleito no país desde os ataques do Hamas em 2023 e a consequente escalada regional do conflito. Também será o primeiro teste eleitoral do governo mais à direita da história de Israel após completar seu mandato de quatro anos.

Muitos israelenses que vivem no exterior já compraram passagens aéreas para participar da votação, uma vez que o voto à distância para expatriados não é permitido. Essa mobilização é observada principalmente entre opositores da coalizão governista.

"Estas eleições vão definir o país", afirma, convicta, Ganit Hirschberg. Morando em Paris há 25 anos, ela acredita que "há muito trabalho pela frente e muitas reformas necessárias" na sociedade israelense. Ela já comprou sua passagem para votar em Israel no dia 27 de outubro, na esperança de ver derrotada a atual coalizão liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Esta não é a primeira vez que Ganit Hirschberg viaja para votar em Israel. Desta vez, porém, ela percebe um movimento muito mais amplo entre seus compatriotas que vivem no exterior. E, assim como ela, israelenses ouvidos pela RFI nos Estados Unidos, na França, na Alemanha e no Canadá afirmam já ter reservado seus voos.

A mobilização é visível nas redes sociais e nas conversas do dia a dia, confirma Itai Novik, que vive em Berlim há cerca de quinze anos. Ele também pretende viajar para Israel para votar contra o governo atual.

"Há muito o que dizer, mas o principal é o desastre causado pelos ataques de 7 de outubro. O fato de esse governo continuar no poder três anos depois é uma verdadeira vergonha para o país", afirma. Ele acrescenta que já verificou duas vezes se continua registrado para votar.

Incentivados por campanhas online como a "Voe e Vote", esses expatriados querem somar seus votos aos dos compatriotas que criticam o rumo iliberal adotado pelo governo Netanyahu nos últimos quatro anos. Também demonstram irritação com a influência dos judeus ultraortodoxos que, diferentemente da maioria dos israelenses, costumam ser dispensados do serviço militar.

"Eles acreditam que têm direito à isenção, mas não há motivo para que não deem tudo pelo seu país", diz Ganit Hirschberg, que, como a maioria das mulheres israelenses, cumpriu dois anos de serviço militar.

Anna Levi, de 20 anos, viajará com os pais para votar nesse que ela considera um "momento histórico". A jovem estuda no Canadá após ter vivido vários anos em Nova York, para onde sua família se mudou em 2018.

A jovem está convencida de que "o povo israelense já não confia no governo e precisa de mudanças". Participando pela primeira vez de uma eleição parlamentar, ela descreve a votação como decisiva para o futuro do país:

"São eleições que determinarão o destino de Israel. Podemos escolher um país messiânico e racista, que comete crimes de guerra e crimes contra a humanidade, ou podemos escolher um país de esperança e mudança."

Roni também já comprou sua passagem aérea. Ele deixou Israel recentemente, indignado com as políticas da coalizão governista formada por partidos de direita e extrema direita.

"Alguém roubou meu país de mim.

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