Como aproveitar ao máximo a autonomia de um carro híbrido?
Os carros híbridos plug-in (PHEV) ganharam espaço no Brasil por reunir o melhor de dois mundos : a condução silenciosa e eficiente de um carro elétrico com a autonomia de um carro a combustão. Na prática, porém, muitos proprietários acabam utilizando o veículo como um carro convencional e deixam de aproveitar todo o potencial da tecnologia embarcada.
Diferentemente de um híbrido convencional, que recarrega a bateria apenas durante o funcionamento, um híbrido plug-in pode ser abastecido tanto com combustível quanto com eletricidade . Isso permite que boa parte dos deslocamentos diário s seja feita utilizando apenas o motor elétrico , desde que a bateria seja recarregada regularmente e o motorista saiba como utilizar os modos de condução disponíveis.
Um bom exemplo é o BYD King GS . Equipado com a tecnologia DM-i (Dual Mode Intelligence) , o sedan possui bateria Blade de 18,3 kWh e oferece até 78 quilômetros de autonomia em modo elétrico pelo ciclo PBEV do Inmetro. O sistema gerencia automaticamente os motores elétrico e a combustão para buscar a maior eficiência possível, mas algumas escolhas do motorista podem fazer toda a diferença no consumo de energia e combustível.
A maior vantagem de um híbrido plug-in está justamente na possibilidade de utilizar eletricidade como principal fonte de energia . Por isso, manter a bateria carregada é a forma mais eficiente de reduzir o consumo de gasolina e aproveitar o investimento na tecnologia eletrificada.
Segundo a BYD, o sistema DM-i prioriza a propulsão elétrica sempre que há carga suficiente disponível. Isso significa que, para quem percorre trajetos diários inferiores aos 78 quilômetros homologados pelo Inmetro, é perfeitamente possível realizar a maior parte da rotina utilizando apenas eletricidade, deixando o motor a combustão para situações específicas ou viagens mais longas.
Uma das d úvidas mais comuns entre proprietários de híbridos plug-in é sobre qual modo de condução escolher . No modo EV (Electric Vehicle) , o carro utiliza prioritariamente o motor elétrico e preserva o motor a combustão desligado sempre que houver energia suficiente na bateria. Essa é a configuração mais indicada para deslocamentos urbanos, onde há velocidades reduzidas, trânsito intenso e percursos curtos.
Já o modo HEV (Hybrid Electric Vehicle) faz o gerenciamento automático entre os motores elétrico e a combustão para buscar a melhor eficiência energética em cada situação. Em viagens rodoviárias ou quando a bateria está com pouca carga, essa costuma ser a melhor opção, já que o sistema decide quando utilizar cada motor para reduzir o consumo e preservar a autonomia total do veículo.
O ambiente urbano é onde um híbrido plug-in consegue mostrar todo o seu potencial. Semáforos, congestionamentos e velocidades mais baixas favorecem a utilização do motor elétrico e permitem que a frenagem regenerativa recupere parte da energia durante as desacelerações.
Por esse motivo, o ideal é manter o carro no modo EV durante os deslocamentos urbanos sempre que houver carga suficiente na bateria.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em canaltech.com.br — o conteúdo pertence a Canaltech.